GM planeja "carro elétrico popular" para países emergentes
Marca desenvolve novo modelo elétrico com foco em acessibilidade e produção global. Ainda sem nome, ele será voltado a mercados emergentes
GM vai criar um carro elétrico global acessível, focado em mercados emergentes. Modelo será compacto e deverá custar até US$ 20 mil (cerca de R$ 107 mil) e ter mais de 300 km de autonomia
Durante uma coletiva à imprensa feita nesta semana, executivos da General Motors (GM) reforçaram o compromisso da marca com a eletrificação - mas agora com uma nova abordagem.
A nova ideia é criar um carro compacto, funcional e de baixo custo - em escala global e com aprendizados de mercados como China, América Latina e Índia. O novo modelo seria menor que o Bolt EUV e deverá ter porte semelhante ao de um Chevrolet Onix. A produção inicial está prevista inicialmente para a Ásia.
Segundo a montadora, o modelo será construído sobre uma nova arquitetura elétrica mais enxuta e barata que a plataforma Ultium, usada nos atuais carros elétricos (e maiores) da marca.
O objetivo é garantir autonomia superior a 300 quilômetros, manter itens de segurança obrigatórios e, ao mesmo tempo, chegar a um preço abaixo dos US$ 20 mil (atualmente cerca de R$ 107 mil, em conversão direta).
Curiosamente, este carro também deverá ser feito nos EUA. A fabricação aconteceria na fábrica de Fairfax, Kansas, após recente investimento de US$ 4 bilhões feito para que a sede possa aumentar a capacidade produtiva nos próximos anos.
Importante deixar claro que esse movimento ocorre mesmo em um cenário de mais tarifas de importação, que foram recentemente impostas pelo governo local - e que custarão à GM até US$ 5 bilhões em 2025.
"Estamos pensando em algo que seja realmente acessível, sem abrir mão da qualidade e da experiência Chevrolet. Será um projeto global, com vocação urbana e excelente relação custo-benefício", diz Santiago Chamorro, presidente da GM América do Sul.
O Brasil, claro, está no radar como um dos mercados estratégicos para a chegada do modelo, mas ainda sem confirmação sobre produção local ou data de estreia. A GM aposta no crescimento da infraestrutura de recarga no país e quer usar a capilaridade da sua rede - mais de 600 lojas - como diferencial frente aos rivais chineses.
Apesar de ainda estar em fase inicial, o projeto reforça a mudança de postura da GM, que deixou de lado o discurso de que carros elétricos acessíveis eram inviáveis. A decisão acontece após o avanço de marcas como BYD, GWM e demais fabricantes que passaram a vender EVs na faixa entre R$ 115 mil e R$ 180 mil.
Enquanto o novo carro elétrico global não chega, a GM prepara a estreia de dois modelos importados da China para as próximas semanas: Spark EUV e Captiva EV. Ambos fazem parte da renovação da linha eletrificada da empresa, que completa 100 anos no Brasil em 2025.
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