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Fraude em posto de Diadema vendia "gasolina" com 90% de etanol

Operação identificou adulteração três vezes acima do limite legal após denúncias de consumidores

12 abr 2026 - 06h00
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O Procon de Diadema (SP), em operação conjunta com a Polícia Civil, lacrou as bombas de um posto de combustíveis da cidade após flagrar uma das maiores adulterações já registradas na região. Durante a fiscalização, foi identificado que a gasolina comercializada continha 90% de etanol anidro.

Posto em Diadema
Posto em Diadema
Foto: Reprodução/Internet / Estadão

O percentual é mais de três vezes superior ao limite permitido pela legislação brasileira, que estabelece a mistura obrigatória de até 27% de etanol anidro na gasolina, conforme diretrizes do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e monitoramento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O Auto Posto Car Max 2 foi alvo da ação após denúncias de consumidores. Testes químicos realizados no local confirmaram a irregularidade, levando à interdição do estabelecimento e ao lacre das bombas.

Danos ao veículo

Além de configurar fraude contra o consumidor, a adulteração pode causar prejuízos mecânicos. Segundo Rogério Gonçalves, diretor de combustíveis da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), o uso de combustível fora das especificações pode provocar engasgos, perda de potência e aumento no consumo.

O problema pode ir além do desempenho. Componentes como velas, filtros, sensores e injetores também podem ser afetados. Em casos mais graves, a alteração na composição do combustível pode reduzir a octanagem e gerar acúmulo de resíduos no motor, com risco de danos mais severos e custos elevados de reparo.

Estadão
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