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O prejuízo que a Guerra no Irã está causando à indústria automotiva

Com a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz prejudicada, ao menos 800 mil veículos podem deixar de ser vendidos em 2026, e os impactos no setor devem se estender até 2027

9 abr 2026 - 13h31
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Embora não esteja oficialmente fechado, as limitações de trânsito no Estreito de Ormuz, um dos desdobramentos do conflito no Irã, estão prejudicando não apenas o mercado global de petróleo, mas também a indústria automotiva.

Muitas empresas de transporte avaliam que o Estreito não é uma opção viável, o que tem provocado disrupções na cadeia de suprimentos do setor. Se a passagem continuar parcialmente fechada ao longo do mês de abril e reabrir lentamente no mês seguinte, entre 800 mil e 900 mil carros podem deixar de ser vendidos neste ano.

E os efeitos se multiplicam. Com a cadeia logística prejudicada, os prazos de entrega de novos veículos ficam maiores, os preços dos carros ficam mais altos e isso afeta nos valores praticados também pelo frete e pelo seguro.

De acordo com dados da consultoria especializada S&P Global Mobility, mesmo que o Estreito de Ormuz seja reaberto até o final de abril, a retomada dos volumes normais de entrega de veículos provavelmente não ocorrerá antes do segundo semestre de 2026. E os impactos não vão se limitar a este ano. Outros 500 mil veículos podem deixar de ser comercializados em 2027 como consequência da guerra, o que elevaria o total de unidades perdidas a 1,4 milhão.

Do total, ao menos 200 mil unidades não seriam vendidas em mercados importantes da região, como Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. A produção global de veículos pode ser impactada, especialmente na China, Japão e Coreia do Sul.

Analistas apontam ainda que a região da do leste e do sudeste asiático, bem como os mercados da Oceania, estão sendo impactados pelo aumento no preço do combustível e de novos veículos.

Essa análise, no entanto, leva em conta o fim das hostilidades nas próximas semanas. Se o conflito persistir por meses - ou anos -, os efeitos serão ainda mais sérios.

Estadão
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