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Plano da Stellantis de fabricar carros da Leapmotor no Canadá gera reação política e sindical

Montagem a partir de kits semidesmontados da China acende alerta sobre perda de conteúdo local e pressiona reabertura integral da fábrica

9 abr 2026 - 09h31
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A "novela" envolvendo a intenção da Stellantis de produzir carros elétricos da marca chinesa Leapmotor no Canadá ganhou mais um capítulo. Desta vez, pouco promissor.

A montadora estuda transformar sua fábrica em Brampton, hoje ociosa, em base para veículos elétricos desenvolvidos em parceria com a chinesa Leapmotor. O plano, porém, já enfrenta resistência: o país demonstrou preocupação com os impactos na indústria nacional, enquanto sindicatos alertam para o risco de esvaziamento da manufatura local.

Unidades de produção de automóveis na fabrica de Goiana (PE)
Unidades de produção de automóveis na fabrica de Goiana (PE)
Foto: Stellantis/Divulgação / Estadão

O principal ponto de tensão é o modelo de produção. A montagem seria feita com grande parte dos componentes vindos da China, em kits semidesmontados . Na prática, isso significa menos conteúdo local, menor participação da cadeia produtiva e, consequentemente, menos empregos.

O primeiro-ministro de Ontário, Doug Ford, e a ministra federal da Indústria, Melanie Joly, rejeitaram o plano. Já a presidente nacional do sindicato Unifor, Lana Payne, afirmou que a Stellantis deve cumprir a promessa de reabrir a fábrica em sua capacidade original.

Há ainda o fator Estados Unidos: produzir carros "chineses" em solo canadense pode ser uma forma de contornar tarifas e barreiras comerciais, o que pode tensionar ainda mais as relações na América do Norte.

Volpe pondera, no entanto, que há interesse por veículos elétricos da marca chinesa, desde que as peças sejam produzidas na América do Norte e os veículos, totalmente montados no Canadá.

A fábrica de Brampton está fechada há mais de dois anos, deixando milhares de funcionários em situação incerta enquanto passa por reestruturação com apoio de Ottawa.

Estadão
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