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Chevrolet vive paradoxo no Brasil: líder na preferência dos consumidores, mas perde espaço nas venda

Pesquisa evidencia força da reputação histórica, mas também os desafios para transformar preferência em vendas efetivas

9 abr 2026 - 08h00
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Muito se fala em eletrificação, carros autônomos e na chegada de marcas menos tradicionais ao País. Ainda assim, o imaginário do consumidor brasileiro segue ancorado nas fabricantes históricas, ao menos é o que indica o levantamento anual do Webmotors Autoinsights.

O estudo ouviu mais de 1,8 mil pessoas entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026 e elencou as cinco marcas mais citadas em intenção de compra. O resultado chama atenção: à pergunta "Qual a marca de veículo você pretende comprar?", 14% dos entrevistados responderam Chevrolet.

SÃO PAULO- 24/09/2025 - JORNAL DO CARRO / CHEVROLET ONIX PLUS PREMIER- Fotos do Chevrolet Onix Plus Premier. FOTO:Werther Santana/Estadão
SÃO PAULO- 24/09/2025 - JORNAL DO CARRO / CHEVROLET ONIX PLUS PREMIER- Fotos do Chevrolet Onix Plus Premier. FOTO:Werther Santana/Estadão
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

O dado, porém, contrasta com o desempenho recente da marca no mercado. Apesar de ainda figurar entre os três carros mais vendidos em março, com o Onix, a montadora vem perdendo participação ao longo do tempo. No primeiro bimestre, as vendas da companhia diminuíram 7,3% na comparação com período equivalente de 2025 - o que mostra um sinal de descompasso entre a lembrança do consumidor e a efetivação da compra.

Na sequência, a Volkswagen aparece com 11% das menções, empatada com a Fiat, respectivamente vice-líder e líder de mercado. A lista segue com a Honda, com 10%, e a Toyota, com 6%.

Confiança é fator decisivo para a preferência

Os atributos associados a cada marca ajudam a explicar esse cenário. No caso da Chevrolet, o conforto é o principal fator de escolha, citado por 24% das pessoas entrevistadas que mencionaram a marca, seguido por confiança (22%) e custo de manutenção (19%).

Já a Volkswagen tem na confiança seu maior destaque, apontado por 34% dos consumidores, enquanto manutenção (15%) e desempenho (13%) aparecem como fatores complementares.

Entre as japonesas, a confiança se sobressai de forma ainda mais contundente. Na Honda, o atributo é citado por 56% dos entrevistados. O mesmo ocorre com a Toyota, que registra 57% das menções nesse quesito, consolidando uma imagem fortemente associada à confiabilidade.

Mas e as chinesas?

Se por um lado a tradição ainda pesa, por outro o estudo indica uma mudança em curso. Montadoras recém-chegadas ao Brasil começam a ganhar espaço na intenção de compra. A BYD registrou crescimento de 24% nas menções em relação à edição de 2025, enquanto a GWM avançou 58% no mesmo período.

Além disso, marcas como Omoda Jaecoo, Geely, GAC e Jetour aparecem pela primeira vez no levantamento, sinalizando a tendência a diversificação nas preferências de consumo.

O retrato que emerge é o de um mercado em transição. Enquanto marcas consolidadas ainda dominam a memória, novas concorrentes começam a influenciar e - aos poucos - a reconfigurar o imaginário brasileiro.

Estadão
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