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Stellantis reafirma produção nacional da Leapmotor, com C10 este ano e B10 em 2027

Modelos contarão com versão híbrida flex da tecnologia Reev; companhia vai lançar no mercado o C16, utilitário esportivo que acirra a briga entre modelos de seis lugares

8 abr 2026 - 12h15
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A Leapmotor chegou ao Brasil no fim de 2025 e quer mostrar que não veio para brincar. A Stellantis, que detém o controle da operação da marca fora da China, confirmou a produção local do C10, que inaugurou a gama da marca chinesa no Brasil, e anunciou que também fará o recém-lançado B10 no polo automotivo de Goiana (PE).

A fábrica nordestina deve concentrar a produção de modelos híbridos com a tecnologia REEV. Nesse sistema, o motor a combustão funciona exclusivamente para alimentar a bateria e a tração do veículo é feita pelo propulsor elétrico.

A Stellantis, inclusive, revelou que irá nacionalizar a tecnologia em uma espécie de versão "ultra-híbrida flex", fazendo com que o motor 1.5 do C10 também passe a aceitar etanol. Vale frisar que o B10 terá uma opção com o mesmo sistema montada em Goiana (PE).

O C16 tem 4,91 metros de comprimento, 1,90 m de largura, 1,77 m de altura e 2,82 m de entre-eixos. O SUV tem versão puramente elétrica, com propulsor de 299 cv e 36,7 kgfm. Há ainda opção REEV com autonomia total que, segundo a Leapmotor, passa dos 1.000 km.

Leapmotor é a quarta marca da Stellantis em Pernambuco

Atualmente, o polo automotivo de Goiana (PE) já produz carros de três marcas. Lá são fabricados os Jeep Renegade, Compass e Commander, a Fiat Toto e a Ram Rampage. Com isso, a Leapmotor será a quarta marca do grupo a contar com veículos made in Pernambuco.

A empresa já confirmou que vai usar a tecnologia REEV em carros de outras marcas. É possível, portanto, que em breve modelos Jeep, Fiat e Ram que saem da linha de montagem nordestina ganhem versões elétricas de autonomia estendida.

O que é um veículo híbrido em série ou Reev?

Ao contrário de um híbrido tradicional, em um veículo REEV há um extensor de alcance (Range Extender) e o motor elétrico é o único responsável por tracionar as rodas e, por conseguinte, mover o carro. O propulsor a combustão atua como uma espécie de gerador, que recarrega a bateria.

Esta tecnologia é vista como uma solução estratégica para oferecer carros com "sensação de elétrico", mas com preços mais acessíveis que os veículos 100% elétricos (BEV). Isso sem a "ansiedade de autonomia", já que o motorista pode simplesmente abastecer com gasolina para continuar gerando energia.

Estadão
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