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Frota de carros perdida em desastre no RS é gigantesca

Empresas atuam na contenção de danos no RS para agilizar indenizações de seguradoras e recuperar veículos para serem leiloados

27 mai 2024 - 11h21
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Nas últimas semanas, temos acompanhado as tragédias causadas pelas fortes chuvas que caíram no Rio Grande do Sul. Além de vidas e bens patrimoniais, muitos carros também se perderam por conta dos efeitos climáticos.

Em entrevista ao portal AutoData, o sócio da consultoria da Bright Consulting, Cassio Pagliarini, afirmou que a estimativa é de que até 200 mil carros tenham virado sucata devido às enchentes.

"A frota de veículos do Rio Grande do Sul é de 2,8 milhões de unidades e a projeção da Bright é de que cerca de 150 mil a 200 mil veículos tiveram perda total. Boa parte desses veículos precisará ser substituída nos próximos meses", declarou à publicação.

Destino dos carros no RS

Mas qual será o destino desses carros? Será que é possível recuperá-los de alguma forma ou é preciso descartá-los? A Copart, especializada em leilões extrajudiciais, é uma das empresas que está agilizando o processo de resgate e agilização de indenizações aos proprietários no Estado.

Entre as ações, a companhia já mobilizou equipes e abriu pátios emergenciais para o recebimento desses veículos. São 40 anos atuando em catástrofes em todo o mundo, inclusive durante o furacão Katrina, nos EUA, em 2005.

"Temos 20 pontos de assistência distribuídos em 15 cidades. O objetivo é agilizar processos relacionados aos veículos afetados, visando uma resposta rápida às seguradoras para o pagamento de indenizações, que devem ajudar os segurados a retomarem suas vidas. Em seguida, os automóveis irão para nossos leilões", afirma Adiel Avelar, CEO da Copart no Brasil.

Foto: Portal de Prefeitura

Reaproveitamento de acordo com o dano

Isso porque, segundo o executivo, nenhum carro vai virar sucata totalmente, já que é possível encontrar alternativas para toda a frota que passou pela enchente. Conforme a legislação brasileira, existem veículos classificados como pequena, média ou grande monta. 

Assim, um veículo tem classificação de pequena monta quando o dano não atinge nenhuma parte estrutural; já a média é quando o dano é maior, mas o veículo pode voltar a circular após reparos, inspeção e aprovação do Inmetro - normalmente, essa é a classificação dos carros afetados por alagamentos.

Após o processamento pelas seguradoras e avaliação dos órgãos competentes, os veículos vão para leilão. O caso mais grave é o de grande monta, quando o veículo não pode voltar a circular e tem como destino centros de desmonte certificados pelos Detrans.

"Esse processo é extremamente importante para o mercado automotivo e de seguros. A venda de automóveis sinistrados permite que as seguradoras minimizem suas perdas, o que impacta diretamente o bolso do consumidor. Se a diferença do valor não fosse compensada pelos leilões, o custo das apólices de seguro seria exorbitante", diz Avelar.

Cobertura do seguro pode variar

Nem todas as apólices, entretanto, cobrem danos causados pelas enchentes. Apenas o Seguro Compreensivo oferece cobertura para esse tipo de desastre natural, por exemplo.

Mas nem tudo está perdido. Para veículos não segurados, a Copart oferece um serviço que permite que o proprietário venda qualquer tipo de veículo, mesmo os irrecuperáveis.

Desse modo, veículos de média monta poderão voltar a circular após os reparos necessários, enquanto os automóveis de grande monta terão todas as peças aproveitáveis reutilizadas.

Estadão
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