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BYD supera Toyota e fecha janeiro como a 5ª marca mais vendida do Brasil

Mercado cresce pouco no início de 2026, mas avanço da chinesa muda a fotografia do ranking e confirma nova dinâmica entre as marcas

2 fev 2026 - 10h28
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Produção local de baterias é fundamental para o Brasil ser um exportador de EVs
Produção local de baterias é fundamental para o Brasil ser um exportador de EVs
Foto: BYD / Guia do Carro

O mercado brasileiro de veículos leves começou 2026 em ritmo morno, mas janeiro trouxe um dado inédito: a BYD superou a Toyota e terminou o mês como a 5ª marca mais vendida do País. É a primeira vez que a marca chinesa aparece à frente de uma das montadoras mais tradicionais do mercado brasileiro em volume mensal. Os dados foram divulgados pela Bright Consulting.

Fiat lidera; Volkswagen perde participação

Entre as marcas, a Fiat manteve a liderança com folga: 34.247 unidades, o equivalente a 21,2% de participação, com 19.979 emplacamentos em vendas diretas. A marca italiana da Stellantis segue confortável no topo do ranking, combinando força no varejo e escala no canal corporativo.

A Volkswagen aparece em segundo lugar, com 25.736 unidades (15,9% de share), mas o mês indica perda de participação frente a dezembro. O volume de 12.140 unidades em vendas diretas evidencia dependência relevante desse canal em um ambiente de varejo ainda instável.

A Chevrolet, única marca da GM, por enquanto, fecha o pódio com 16.162 emplacamentos (10,0% de share), mantendo distância segura do pelotão intermediário, mas cada vez mais longe das duas líderes. Logo atrás, a Hyundai aparece com 10.209 unidades (6,3% de participação).

BYD entra no Top 5 e vira a estrela do mês

O ponto de inflexão do ranking aparece logo atrás. Com 9.802 veículos emplacados, a BYD alcançou 6,1% de participação e superou a Toyota, que somou 9.542 unidades (5,9%). Mais do que uma troca de posições, o resultado sinaliza uma mudança estrutural no mercado brasileiro.

A BYD já não opera como marca de nicho ou fenômeno restrito a carros elétricos e plug-ins híbridos. Em janeiro, ela vendeu mais do que Toyota, sustentada por escala, portfólio amplo e presença crescente no varejo. Trata-se de um patamar típico de marca tradicional, agora ocupado por uma montadora chinesa.

A Toyota, apesar da queda relativa, foi uma das marcas com maior ganho de participação frente a dezembro, segundo a Bright Consulting, o que reforça que a ultrapassagem da BYD não decorre de fraqueza pontual, mas de avanço consistente da concorrente.

GWM sobe e se aproxima das marcas Top 10

A Jeep fecha janeiro com 8.895 emplacamentos (5,5%), fortemente apoiada em vendas diretas. Renault (7.626) e Honda (6.722) completam o bloco intermediário, ambas com ganho de participação na comparação com o fim de 2025.

Outro movimento relevante vem logo abaixo. A GWM emplacou 4.304 veículos em janeiro e saltou para a 11ª posição no ranking de marcas, se aproximando da Nissan, que registrou 4.559 unidades. A GWM reúne as submarcas Haval, Ora, Tank, Poer e Wey, o que sugere que talvez deva ser tratada como grupo, como a Stellantis, e não mais como uma simples marca..

O dado reforça que a ofensiva chinesa não se restringe à BYD e começa a ganhar profundidade no mercado brasileiro. Em contrapartida, a Caoa Chery com 3.550 registros caiu para 13º lugar, sua pior posição nos últimos anos, atrás também da Ford com 3.946. A disputa das chinesas agora é também entre elas mesmas.

Janeiro de 2025 cresceu em relação a 2024

No total, foram 161.803 emplacamentos em janeiro, queda acentuada em relação a dezembro – mês inflado por estratégias comerciais – e um crescimento discreto de 1,4% na comparação com janeiro de 2025, que é o que realmente conta. Com 21 dias úteis, a média diária ficou em cerca de 7,7 mil veículos, abaixo dos quase 12 mil/dia de dezembro e apenas ligeiramente acima do ritmo de um ano atrás.

As vendas diretas responderam por 37,0% dos emplacamentos do mês, contra 46,8% em dezembro. Em volume, foram 101.875 unidades no varejo e 59.928 em vendas diretas. O dado reforça que o CNPJ segue decisivo para sustentar o mercado.

Fonte: Bright Consulting

Guia do Carro
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