WEC: após vitória no Brasil, Cadillac sofre com BoP na etapa de Lone Star Le Mans
Cadillac e Porsche lideram lista de penalizações no BoP para Austin; ajustes reposicionam forças no grid e redesenham o equilíbrio
Grande destaque das 6 Horas de São Paulo e correndo sua etapa de casa, a Cadillac foi a equipe mais prejudicada pelo Balance of Performance (BoP) neste fim de semana em Austin. A equipe americana recebeu um acréscimo de 19 kg no peso mínimo e perdeu 5 kW (‑6,7 cv) de potência abaixo dos 250 km/h, compensado apenas por um leve ganho de 0,9% na faixa acima dessa velocidade.
Outra equipe que tem pouco a comemorar é a Porsche, que recebeu 12 kg adicionais e uma perda de 13 kW (‑17,4 cv) na faixa inicial, ainda que tenha sido beneficiada com um aumento de 2,5% na potência em alta velocidade.
Na prática, ambas as equipes vão ter que lidar com carros mais pesados e menos eficientes nas fases cruciais de aceleração — o que compromete disputas por posição e capacidade de defesa em ritmo de corrida.
As equipes BMW e Alpine também foram impactadas por cortes de potência em baixa velocidade, com o M Hybrid V8 perdendo 8 kW (10,7 cv) e o A424, 6 kW (8 cv). Em compensação, ambas receberam aumentos na faixa de potência final: +1,4% para a BMW e +1% para a Alpine. As duas também passaram por ajustes de peso: a BMW teve redução de 2 kg, enquanto a Alpine ganhou 1 kg.
A Toyota, grande decepção da temporada até aqui, não sofreu mudanças relevantes em relação à última corrida, no Brasil. O GR010 Hybrid teve uma leve redução de 1 kW (1,3 cv) na primeira faixa de potência e um aumento de 0,2% na segunda.
Enquanto isso, Ferrari 499P e Peugeot 9X8 não sofreram alterações na potência inicial, mas perderam desempenho em alta velocidade: –0,8% para a Ferrari e –1,3% para a Peugeot. A Aston Martin Valkyrie foi a única equipe do grid Hypercar que não recebeu nenhum ajuste de peso ou potência.
BoP – LMGT3
Na classe LMGT3, a maioria dos carros do grid recebeu reduções de peso, com destaque para o BMW M4 GT3, que teve uma diminuição de 26 kg, e o Ford Mustang GT3, com redução de 17 kg.
O Chevrolet Corvette Z06 teve redução de 10 kg, enquanto a McLaren 720S GT3 Evo perdeu 9 kg. Já o Mercedes-AMG GT3 Evo e o Porsche 911 GT3 R receberam reduções mais discretas: 5 kg e 2 kg, respectivamente.
Por outro lado, os únicos modelos que sofreram aumento de peso foram a Ferrari 296 GT3 (+8 kg) e o Aston Martin Vantage GT3 Evo (+9 kg). O Lexus RC F GT3, vencedor da última etapa no Brasil, foi o único carro da classe que manteve o mesmo peso.
Em relação à potência, o Mercedes-AMG foi o único carro a receber uma diminuição, com 1% a menos na faixa de potência até 200 km/h.
Lastro de Sucesso
Na classe LMGT3, há um sistema de lastro adicional: os três primeiros colocados no campeonato e nas duas últimas corridas recebem peso extra, 18 kg para o líder, 12 kg para o segundo e 6 kg para o terceiro. Por ter vencido as 24 Horas de Le Mans e liderar a tabela, o Porsche #92 da Manthey 1st Phorm acumula o máximo previsto, carregando 36 kg a mais. Confira a tabela completa:
O Campeonato Mundial de Endurance retorna neste fim de semana com a etapa de Lone Star Le Mans, no Circuito das Américas, em Austin, Estados Unidos. A largada da corrida está marcada para às 15h (horário de Brasília).