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F1 2026: Ford amplia participação no desenvolvimento do motor da Red Bull

Mudança na estratégia da montadora para seus carros de rua levou a um envolvimento maior no desenvolvimento do motor de combustão

3 jan 2026 - 07h50
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Parceria entre a Ford e a RBR foi firmada em 2023
Parceria entre a Ford e a RBR foi firmada em 2023
Foto: Redbull content pool

A Ford confirmou que sua participação no desenvolvimento dos novos motores da Red Bull para a Fórmula 1 é maior do que o previsto inicialmente. A mudança está diretamente ligada à nova estratégia da montadora para seus carros de rua, que passou a valorizar novamente os motores a combustão ao lado de soluções híbridas e elétricas.

Ainda neste mês, as duas equipes da Red Bull terão o primeiro contato com a nova unidade de potência desenvolvida internamente. Mesmo com os testes de inverno em Barcelona acontecendo a portas fechadas, o momento será decisivo para avaliar se o trabalho realizado nos últimos três anos colocou o projeto em um caminho competitivo.

Segundo o diretor da Ford Performance, Mark Rushbrook, o envolvimento da empresa foi crescendo ao longo do processo. No início das negociações, o papel da Ford seria focado principalmente na parte elétrica do motor, além do apoio financeiro.

“Nosso foco inicial estava nos componentes de eletrificação, como bateria, motor elétrico, inversor, software e calibração, e isso foi totalmente entregue”, explicou Rushbrook. “Mas a participação no motor de combustão não era uma prioridade no começo. Isso mudou conforme nossa estratégia para os carros de rua evoluiu.”

Com a Ford mantendo em sua linha veículos a combustão, híbridos e totalmente elétricos, a empresa passou a enxergar valor direto no desenvolvimento do motor térmico da F1. A partir disso, ampliou sua atuação, incluindo manufatura avançada e impressão 3D.

Hoje, parte significativa dos componentes do motor de combustão da Red Bull Powertrains está sendo produzida nas instalações da Ford em Dearborn, nos Estados Unidos, com peças fabricadas e enviadas diariamente para o projeto.

Ganhos técnicos e impacto além da F1

De acordo com o executivo, a parceria elevou o nível técnico da Ford, especialmente na área de motores a combustão. O aprendizado vai desde o design até a fabricação de componentes, controle de qualidade, precisão dimensional e processos de manufatura avançada.

“O projeto nos levou a um patamar mais alto do que em programas anteriores”, afirmou. “E isso vale tanto para o conhecimento técnico quanto para as pessoas envolvidas.”

Ao mesmo tempo, a Ford destaca que a Fórmula 1 se tornou ainda mais relevante como plataforma de inovação. Embora a empresa já tivesse experiência em eletrificação, a combinação entre sistemas híbridos e motores térmicos da F1 abriu novas oportunidades de transferência de tecnologia para os carros de rua.

Futuro da Ford na F1

Com discussões já em andamento sobre a próxima geração de motores além de 2030, a Ford adotou uma postura aberta em relação ao futuro da categoria. A montadora se diz confortável com diferentes configurações, desde que haja relevância técnica para seus produtos.

Questionado sobre a possibilidade de um motor V8 com algum nível de eletrificação, cenário que vem sendo debatido nos bastidores da FIA, Rushbrook foi direto: a Ford estaria confortável com esse caminho.

“Enquanto houver uma conexão clara com aquilo que desenvolvemos para nossos carros de rua, estaremos felizes em continuar sentados à mesa”, concluiu.

Parabólica
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