F1: Engenheiro revela que Massa disse estar na McLaren após acidente na Hungria 2009
Impacto no GP da Hungria mudou a carreira do brasileiro e marcou uma das imagens mais fortes da história recente da categoria
O Grande Prêmio da Hungria de 2009 entrou para a história da Fórmula 1 não por uma vitória ou disputa em pista, mas por um acidente que chocou o paddock e levantou questionamentos profundos sobre segurança. Durante a classificação em Budapeste, Felipe Massa, então piloto da Ferrari, foi atingido no capacete por uma mola que se desprendeu do carro de Rubens Barrichello, que estava à frente.
O impacto, que aconteceu a mais de 260 km/h, fez Massa perder imediatamente a consciência e com isso o controle da Ferrari F60, que seguiu em linha reta até bater violentamente na barreira de pneus. O brasileiro sofreu um grave traumatismo craniano, fratura no osso frontal e foi levado às pressas ao hospital militar de Budapeste, que para sorte de Felipe, era referência em traumas no crânio.
Quem viveu o drama de perto foi Rob Smedley, engenheiro de corrida de Massa na Ferrari. Ao relembrar o momento em que encontrou o piloto no hospital, o impacto foi marcante: “Entrei no quarto e vi que o tamanho da cabeça dele era o dobro do normal. Estava preta e azul”, relatou Rob à um podcast essa semana
O estado de confusão mental de Massa também chamou a atenção. Ainda sob os efeitos do trauma, o brasileiro não reconheceu imediatamente as pessoas ao seu redor.
“Ele começou a falar comigo em português, não sabia quem eu era, e depois me disse que pilotava na McLaren”. Mesmo naquele cenário delicado, a mentalidade competitiva de Massa seguia intacta. Após ser lembrado de que era piloto da Ferrari, veio uma frase que simbolizou sua força de vontade.
“Ele me disse: ‘Liga para o Stefano Domenicali e diz que eu vou estar no carro na semana que vem’. Eu respondi: ‘Tudo bem’”. Apesar da determinação, Massa precisou ficar de fora do restante da temporada.
O acidente marcou um ponto de virada na categoria, acelerando debates sobre a segurança dos capacetes e componentes soltos na Fórmula 1. Anos depois, a introdução de proteções adicionais, como o halo, reforçou a busca por evitar tragédias semelhantes.