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F1: Em meio a críticas ao novo modelo de largada, Ferrari se posiciona contra alterações imediatas

Equipes pressionam a FIA após dificuldades, mas a equipe italiana defende que regras já eram conhecidas no desenvolvimento dos carros

12 fev 2026 - 18h19
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Fred Vasseur se posicionou contra as mudanças na largada
Fred Vasseur se posicionou contra as mudanças na largada
Foto: Reprodução / Scuderia Ferrari HP

Segundo o jornal britânico The Race, as equipes da Fórmula 1 demonstraram insatisfação com o novo procedimento de largada adotado a partir de 2026. Durante os testes de pré-temporada, foi possível identificar a dificuldade dos pilotos na preparação para o arranque. 

Com as mudanças no regulamento, o processo de largada passou a exigir uma maior sequência de ações, como a necessidade de manter o turbo em rotação por cerca de 10 segundos antes da partida, com o objetivo de reduzir o turbo lag, ao mesmo tempo em os pilotos precisam evitar a sobrecarga da bateria, que nesta temporada apresenta um sistema híbrido mais potente.

Gabriel Bortoleto, piloto brasileiro da Audi, comentou a complexidade do novo procedimento em entrevista ao The Race:

“É complicado. Tem essa questão dos dez segundos, mas depois de cinco eu já perdi a conta. Fica confuso. O motor sobe o giro, há troca de marchas e é preciso controlar a embreagem"

O piloto também comparou a situação com a última temporada: “No ano passado foi mais fácil. Vamos ver como terminamos em Melbourne”.

O tema ganhou força no paddock durante os testes realizados no Bahrein, principalmente com a preocupação de que a dificuldade possa representar um risco à segurança dos pilotos.

Com o maior número de etapas envolvidas na largada, maior a possibilidade de erros, o que pode resultar em falhas mecânicas ou largadas irregulares. Além disso, diferenças na velocidade de largada entre os pilotos podem aumentar o risco de incidentes. 

Valtteri Bottas foi um dos pilotos que questionou o novo procedimento, realçando a preocupação com aqueles que largam nas últimas posições do grid. O finlandês cumprirá uma punição de cinco posições no Grande Prêmio da Austrália. 

“Com a minha punição de cinco posições no grid, se eu estiver lá atrás, haverá tempo suficiente, quando as luzes começarem a acender, para realmente fazer o turbo girar?”

Na próxima quarta-feira, o assunto deverá ser discutido na reunião da Comissão da Fórmula 1. De acordo com o The Race, pilotos e dirigentes pretendem debater este assunto com a FIA para avaliar possíveis ajustes. 

Entre as alternativas consideradas está o aumento do intervalo entre a chegada do último carro ao grid e o início da sequência de luzes. Outra possibilidade seria revisar as regras relacionadas ao uso da bateria na largada, eliminando a necessidade de manter o turbo em rotação antecipadamente.

O regulamento atual determina que o intervalo entre as luzes seja de um segundo e estabelece que o MGU-K não pode fornecer potência adicional até que o carro atinja 50 km/h. Além disso, o carregamento da bateria só pode ocorrer com o carro parado. 

Segundo o jornal britânico, a Ferrari foi uma das equipes que demonstraram resistência a mudanças imediatas. O chefe da equipe, Fred Vasseur, argumentou que os desafios já eram conhecidos pelas equipes durante o desenvolvimento dos novos carros. A posição da equipe italiana pode indicar que seu projeto tenha sido concebido para minimizar os impactos das novas exigências nas largadas.

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