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F1: Com começo nada animador, Stroll reconhece dificuldades da Aston Martin

Piloto aponta problemas de equilíbrio, aderência e motor no AMR26 e reconhece desafio para reduzir a diferença antes do GP da Austrália

12 fev 2026 - 13h05
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Lance Stroll fala sobre dificuldade dificuldades em primeiro dia de teste no Bahrein
Lance Stroll fala sobre dificuldade dificuldades em primeiro dia de teste no Bahrein
Foto: X / Aston Martin

O início da temporada 2026 da Aston Martin na Fórmula 1 tem sido mais complicado do que o esperado. Durante os testes de pré-temporada no Bahrein, Lance Stroll falou abertamente sobre as dificuldades enfrentadas com o novo AMR26 e reconheceu que a equipe está consideravelmente atrás das principais forças do grid.

Segundo o canadense, os dados indicam que o carro aparece até quatro segundos e meio mais lento do que os líderes, uma diferença expressiva em uma categoria em que milésimos de segundo fazem toda a diferença. Ele ressaltou, porém, que essa referência vem das tabelas de tempos dos testes, um cenário que exige cautela, já que cada equipe trabalha com cargas de combustível e programas distintos.

O AMR26, primeiro projeto da nova era técnica sob a liderança de Adrian Newey na equipe britânica, já havia despertado atenção desde sua estreia tardia em Barcelona. No entanto, o desempenho em pista ficou aquém das expectativas. Stroll completou poucas voltas nos testes espanhóis e, no Bahrein, o time voltou a lidar com limitações, incluindo questões relacionadas à unidade de potência fornecida pela Honda, o que comprometeu a coleta de dados e a análise mais aprofundada do carro.

Ao avaliar o déficit de performance, Stroll explicou que o problema não se resume a um único fator, mas a um conjunto de limitações que impactam o rendimento geral. A equipe ainda enfrenta dificuldades ligadas ao motor, ao equilíbrio do carro e à falta de aderência, pontos que, somados, impedem o AMR26 de alcançar o nível das principais rivais neste momento.

O piloto também adotou um discurso cauteloso ao projetar a evolução até a estreia da temporada, no GP da Austrália. Ele destacou que é impossível saber com precisão o que as outras equipes estão fazendo em termos de acerto e combustível, mas admitiu que a Aston Martin precisa recuperar cerca de quatro segundos para diminuir a atual desvantagem e voltar a ser competitiva. Apesar do cenário desafiador, Stroll procurou reforçar que a busca por desempenho é constante na Fórmula 1.

“Neste ramo, ninguém fica parado. Todos estão buscando desempenho de todas as maneiras, a cada fim de semana, o tempo todo. É isso que estamos fazendo: tentando extrair mais desempenho do carro a cada dia e pensando também a longo prazo, trazendo melhorias na unidade de potência e no chassi”, explicou.

As declarações evidenciam que, mesmo contando com um dos nomes mais respeitados da engenharia no paddock e cercada de expectativa, a Aston Martin ainda enfrenta um processo de ajuste e desenvolvimento significativo. A dúvida agora é se o pacote técnico conseguirá evoluir a tempo de reduzir a diferença até Melbourne, e se o AMR26 poderá transformar o potencial em performance real quando a temporada começar oficialmente.

 
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