F1: FIA avalia mudanças nas largadas em meio a preocupações com segurança
Desafios causados pelas novas unidades de potência reacendem debate sobre riscos e equilíbrio nas corridas
A Fórmula 1 estuda alterações nas largadas da temporada 2026 após crescentes preocupações sobre a segurança e a complexidade do novo procedimento de partida dos carros. Durante os testes de pré-temporada no Bahrein, tornou-se evidente que os pilotos estão enfrentando dificuldades incomuns ao sair da linha de largada, fruto das profundas mudanças no regulamento técnico que entram em vigor neste ano.
Com a reforma técnica da F1 em 2026, os pilotos agora precisam manter os V6 turbo revendo por cerca de 10 segundos antes do sinal de largada para evitar turbo lag. Essa necessidade tem levado a situações em que a diferença entre um bom e um mau arranque ultrapassa os meros reflexos do piloto, chegando a colocar carros literalmente parados no grid se algo der errado.
Diante disso, a FIA anunciou que vai avaliar possíveis modificações nas largadas ao longo da semana de testes em Sakhir. Entre as soluções em discussão estão alterações no momento em que o procedimento de largada é iniciado, dando mais tempo para os pilotos colocarem os motores na janela ideal de potência, e a possibilidade de permitir que o MGU-K (sistema elétrico) seja usado para ajudar na saída, algo hoje restrito até os carros alcançarem 50 km/h.
A avaliação ocorre em meio a um debate mais amplo no paddock sobre os limites da mudança técnica. Enquanto alguns defendem ajustes urgentes para evitar situações caóticas nas primeiras curvas das corridas, outros acreditam que modificações imediatas do regulamento ainda são prematuras, pois ainda faltam dados suficientes de corrida para saber se as largadas serão, de fato, perigosas sob condições de prova.