F1 2026: Saiba como a FIA fará para controlar os motores
Para evitar grandes diferenças entre os motores da F1, a FIA usará o ADUO a partir de 2026. Entenda esta sigla.
Todo mundo se sacudiu por conta das informações vindas nas últimas semanas sobre uma possível “brecha” encontrada pela Mercedes e Red Bull nos novos motores da F1 2026. Nesta conversa, saiu uma sigla de um mecanismo que a FIA pretende usar para nivelar os diversos fabricantes: ADUO.
Esta é a simplicação de “Additional Development and Upgrade Opportunities”. Em português, Oportunidades de Desenvolvimento e Melhorias Adicionais. Desde o início da discussão das novas regras de motores, uma das preocupações é que ninguém tivesse uma grande vantagem desde o início, evitando o que aconteceu na introdução do modelo híbrido em 2014 e que levou algum tempo para que a Mercedes fosse desafiada pela concorrência.
Inicialmente, a regra previa que aqueles motores que tivessem um desempenho abaixo de 3% em relação à média dos demais fabricantes teriam direito a um desenvolvimento maior, com ênfase para novos fornecedores. Mas as discussões foram progredindo até chegar ao formato atual.
Na primeira abordagem, os fabricantes que tivessem um desempenho abaixo dos demais teriam direito a mais tempo de testes no dinamômetro e mais possibilidades de trocas de elementos (embora a quantidade de motor a combustão e elementos de exaustão – aqui entram os escapamentos – tenham caído para 3 para toda a temporada). O quadro ficou assim:
Motor a Combustão (ICE) e Turbo (TC): 3 (eram 4)
Motor de Recuperação de Energia Cinética (MGU-K) : 3 (Eram 4)
Escapamento (EX): 3 (Eram 8)
Central Eletronica (CE) e Baterias (ES): 2 (Mantido)
Alguns itens listados como ancilares como bombas de combustivel, tanque de óleo, sistema hidráulico e a válcula de alivio do turbo (wastegate) poderão ser trocados 5 vezes ao longo da temporada e também entram como itens de punição.
Entretanto, as discussões levaram ao ADUO, que não tem muito tempo que foram concluídas. Desta forma, não haverá distinção entre novos e antigos fornecedores. A situação ficará da seguinte forma:
Os motores terão o desempenho medido pela FIA em três oportunidades na temporada>
Periodo 1 : Corrida 1 (Austrália) a Corrida 6 (Miami)
Período 2: Corrida 7 (Canadá) a Corrida 12 (Bélgica)
Período 3: Corrida 13 (Hungria) a Corrida 18 (Singapura).
A FIA terá um índice de performance, tendo como referencia a melhor unidade de potência. Se um fornecedor tenha um índice entre pelo menos 2% e até 4%, receberá o direito de ter mais um pacote de atualização para a temporada de 26 e 27, além das estabelecidas em regulamento. Se um fornecedor tenha um índice abaixo de 4%, poderá ter mais dois pacotes de atualização por temporada (26 e 27).
Entretanto, cabe ressaltar: se um fabricante conquistar o direito de melhorar o motor em mais de um período, valerá somente o primeiro. E se alguma atualização prevista para 2026 não for utilizada na temporada, ela não pode ser utilizada em 2027.
Todos os fabricantes terão 710 períodos de utilização para 2026 para os motores a combustão. Aqueles que tiverem direito a melhorar seus motores poderão usar mais horas de banco de testes de acordo com a variação de performance (conforme quadro abaixo). Porém, terão que reduzir gastos correntes, pois os fabricantes também contam com um teto de gastos, estipulado em US$ 190 milhões para 2026.
Mesmo com os indices de performance e o ADUO, o regulamento é menos restritivo do que o anterior. Certas partes das Unidades de Potência poderão receber melhorias. Por exemplo: O Turbo poderá ser atualizado em 2026, 2027 e 2029. O anexo C do Regulamento Técnico da F1 detalha esta parte e está na galera de fotos a seguir:
Este é o processo que a FIA buscou montar para tornar o desempenho menos desigual e que possiveis diferenças possam ser compensadas no chassi, aerodinamica e, principalmente, na competência dos pilotos. Não deixa de ser mais um Balanço de Performance na F1... Aguardemos.