Mercedes contrata engenheiro Aldo Costa, demitido da Ferrari
30 set2011 - 10h18
(atualizado às 10h27)
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A equipe Mercedes de Fórmula 1 reforçou o seu corpo técnico nesta sexta-feira. A equipe alemã anunciou a contratação do engenheiro Aldo Costa, que havia sido desligado da Ferrari durante a temporada, sendo colocado como um dos responsáveis pelo mau começo da escuderia italiana no Mundial de 2011.
Costa foi afastado ainda no mês de maio, tendo confirmada a demissão semanas depois. Com longa história na Ferrari, ele trabalhou com Ross Brawn, chefe da Mercedes, quando este vestia o uniforme da equipe italiana. Ao ser demitido, o engenheiro projetista entrou em contato constante com seu ex-chefe, até definir a sua contratação nesta sexta.
O ex-dirigente da Ferrari começará a trabalhar somente no mês de dezembro, após o encerramento da atual temporada. Brawn, no entanto, contratou outro engenheiro: Geoff Willis, que estava na caçula Hispania até poucas semanas atrás.
Willis trabalhou com Brawn quando ambos estavam na BAR Honda - que se tornou no futuro a própria Mercedes. Ele será o diretor de tecnologia da escuderia, e integrará a equipe técnica do time alemão dentro de duas semanas.
"Estou satisfeito em anunciar que Aldo Costa e Geoff Willis estão se juntando à equipe. Geoff é um engenheiro altamente respeitado em mais de 20 anos de F1 e estamos ansiosos por sua chegada", afirmou Brawn.
"Tendo trabalhado com Aldo por muitos anos, sei que ele demonstrará dedicação e experiência em vencer campeonatos quando ele chegar", disse.
Virtual campeã da temporada 2011 da Fórmula 1, a Red Bull teve uma ascensão incrível desde que ingressou na modalidade, em 2005. Em sete temporadas até agora, o time austríaco é o atual "manda-chuva" do campeonato, deixando as tradicionais McLaren e Ferrari a muitos degraus de distância. Confira, a seguir, o ano a ano da alavancada da equipe financiada por uma empresa fabricante de bebidas energéticas
Foto: Getty Images
A austríaca Red Bull estreou na Fórmula 1 em 2005, no lugar da Jaguar, equipe que contou com pilotos como o australiano Mark Webber, o norte-irlandês Eddie Irvine e os brasileiros Luciano Burti e Antônio Pizzonia ao longo das cinco temporadas que esteve na ativa
Foto: Getty Images
Em sua primeira temporada, a Red Bull apostou no escocês David Coulthard e no austríaco Christian Klien (foto) para o quadro de pilotos; o britânico fez 24 pontos, Klien conseguiu nove e o reserva Vitantonio Liuzzi mais um, e a equipe terminou 2005 com 34 pontos no total e a sétima colocação do Mundial de Construtores
Foto: Getty Images
Apesar da primeira temporada empolgante, a Red Bull não teve muitos motivos para comemorar 2006: Coulthard (foto) fez 14 pontos dos 16 do time, que repetiu o sétimo lugar
Foto: Getty Images
Além disso, a Red Bull decidiu dispensar o austríaco Klien, que havia feito apenas dois pontos até então. O holandês Robert Doornbos correu as últimas etapas de 2006 pela escuderia, mas não pontuou
Foto: Getty Images
As coisas começaram a melhorar para a Red Bull em 2007, quando contratou o australiano Mark Webber (foto) para formar dupla com Coulthard; o novo piloto da equipe conseguiu dez pontos, o escocês somou mais 14, e o time austríaco terminou o Mundial de Construtores com o quinto lugar
Foto: Getty Images
O quinto lugar da Red Bull no Mundial de Construtores de 2008, aliás, também esteve relacionado à desclassificação da McLaren, que tinha feito 218 e que seria a campeã não fosse o escândalo de espionagem no qual a equipe inglesa esteve envolvida
Foto: Getty Images
A Red Bull viu Webber (foto) melhorar o rendimento (21 pontos) em 2008, mas uma queda de produção do já veterano Coulthard (oito pontos) fez com que o time ficasse somente com o sétimo lugar do Mundial de Construtores, com 29 pontos
Foto: Getty Images
A colocação final da temporada 2008 significou um vexame para a Red Bull. Isso porque a Toro Rosso, sucursal da RBR e com um promissor alemão Sebastian Vettel, fez 39 pontos e faturou o sexto lugar geral
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A chegada de Sebastian Vettel (foto), as mudanças nas regras da Fórmula 1 e as dificuldades das tradicionais Ferrari e McLaren fizeram a Red Bull decolar em 2009. Resultado final: vice-campeonato do Mundial de Pilotos para Sebastian Vettel e segundo lugar do Mundial de Construtores para a equipe austríaca, atrás da BrawnGP do inglês campeão Jenson Button
Foto: Getty Images
Ao final da temporada 2009, a Red Bull contabilizou 153,50 pontos, sendo 84 deles de Vettel; foi o alemão, aliás, responsável pela primeira vitória da RBR, em Xangai, na China
Foto: Getty Images
Apesar das disputas internas entre Vettel (foto) e Webber, o ano de 2010 continuou excelente para a Red Bull. O time austríaco colocou o alemão no topo do Mundial de Pilotos com 256 pontos e ainda viu Webber, terceiro da temporada, fazer 242
Foto: Getty Images
Além de ver Vettel ficar com o título da temporada, a Red Bull faturou o Mundial de Construtores com 498 pontos, contra 454 da McLaren dos campeões dos dois anos anteriores: Jenson Button e Lewis Hamilton
Foto: Getty Images
Vettel (foto) continuou sensacional em 2011 e, mesmo faltando cinco etapas para o fim da temporada da F1, já é o virtual campeão: precisa de apenas um ponto para renovar o título
Foto: Getty Images
Mais que a iminência do título de Vettel, a Red Bull já tem 491 pontos - somente sete a menos do que fez ao longo de toda a temporada 2010. Para se ter uma ideia do domínio do time austríaco, a McLaren, segunda melhor construtora, possui somente 353. A Ferrari, terceira, aparece com 268