F1 2025: O progresso chegou tarde para a Mercedes
No ano final do regulamento técnico da F1, a Mercedes teve o seu melhor projeto mas faltaram detalhes. Russell foi o guia e Kimi aprendeu
Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team
Carro:W16
Motor: Mercedes M16 E Performance V6
Posição no Campeonato de Construtores: 2º lugar - 469 pontos
Melhor Resultado: 1º lugar - George Russell - GPs Canadá e Singapura
Pilotos:
George Russell: 4º lugar - 319 pontos
Kimi Antonelli: 7º lugar - 150 pontos
A Mercedes chegva para 2025 com uma situação extremamente renovada: após 12 temporadas, Lewis Hamilton deixava o time; O time confiaria em George Russell, preparado cuidadosamente para ser o novo comandante do time e faria uma aposta em Kimi Antonelli, que fez uma campanha muito chamativa na base e que Toto Wolff via como a chance que não deixaria escapar (vamos lembrar que ele teve a chance de trazer Max Verstappen para o seu lado, mas não tinha como encaixá-lo como titular).
James Allison esteve mais uma vez á frente do comando técnico e o W16 foi mais uma mexida em direção a uma solução competitiva. Desde o início se mostrou um projeto sólido, até podendo ser considerado convencional. Mostrou andar relativamente bem nos mais diversos tipos de pista, mas mostrou uma facilidade em andar em temperaturas mais baixas...
O W16 mostrou uma forma interessante durante as classificações, mas teve problemas durante as corridas, principalmente quando a temperatura aumentava e o carro não seguia uma linha comum dos projetos conduzidos por Allison: consumo de pneu.
Russell foi quem deu a direção do time, até diante de sua experiência. As duas vitórias obtidas no ano foi atraves dele e conseguiu um início de temporada sensacional, obtendo 4 pódios nas 6 provas iniciais. A vitória no Canadá deu ilusão de que a Mercedes poderia ser uma equipe a disputar mais vitórias. Mas uma nova suspensão trazida a partir de Imola acabou fazendo o time perder o rumo e Russell teve um bom desempenho em Montreal usando o modelo inicial. Singapura foi uma vitória baseada no bom desempenho de pneu e bom uso de estratégia. O britânico sai de 2025 maior do que entrou.
Kimi Antonelli vinha com grande expectativa, mas se sabia que a curva de aprendizado seria dolorosa. A primeira parte do campeonato foi capitalizando alguns pontos (logo na Austrália um quarto lugar) e o terceiro lugar no Canadá poderia indicar que tempos melhores viriam. Mas o jovem italiano não se achou com a nova suspensão e somente no final do campeonato é que o bom caminho voltou. No fim, o saldo foi positivo.
Do lado de fora, Toto Wolff seguiu sendo a liderança do time e fica a duvida como será o futuro, já que se desfez de parte de sua participação na empresa para George Kurtz, CEO da Crowdstrike e piloto diletante. O fato é que a Mercedes põe esperanças no novo regulamento, já que demorou a se achar com o efeito-solo...Se este nível de performance tivesse vindo algumas temporadas antes...