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F1: Williams se surpreende com desempenho extraído pela Mercedes no motor de 2026

Equipes clientes são pegas desprevenidas no GP da Austrália e relatam falta de informações sobre a otimização de energia

10 mar 2026 - 16h11
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James Vowles, chefe da Williams, admite surpresa com o salto de performance da unidade de potência Mercedes em 2026
James Vowles, chefe da Williams, admite surpresa com o salto de performance da unidade de potência Mercedes em 2026
Foto: X / Atlassian Williams F1 Team

A Williams confessou ter sido pega de surpresa com a vantagem de desempenho que a Mercedes conseguiu extrair de sua própria unidade de potência no Grande Prêmio da Austrália, etapa de abertura da Fórmula 1 em 2026. Segundo o chefe da equipe, James Vowles, a diferença de ritmo escancarou um déficit de conhecimento entre a operação de fábrica e as equipes clientes, que agora buscam entender os segredos do complexo gerenciamento de energia sob o novo regulamento técnico.

O impacto dessa disparidade ficou evidente logo na sessão de classificação em Melbourne. Vowles estimou que a equipe de Grove esteja perdendo cerca de três décimos de segundo apenas do lado do motor. Embora o dirigente garanta que a Mercedes forneça equipamentos e oportunidades iguais a todos, ele destacou que o "pulo do gato" está no fluxo restrito de informações sobre como otimizar essas novas máquinas. "O que a Mercedes está fazendo com a unidade de potência é algo que nos pegou desprevenidos", revelou Vowles. "Não é uma porta aberta, como você imaginaria, porque é aí que o desempenho é encontrado".

Esse obstáculo não é uma exclusividade da Williams. A McLaren, outra cliente dos motores alemães, também admitiu de forma transparente que ainda não domina totalmente a otimização do sistema híbrido e elétrico exigido pelas regras de 2026. A situação se repete na Alpine, que passa a utilizar as unidades da Mercedes a partir desta temporada. Steve Nielsen, diretor da escuderia francesa, explicou que há uma curva de aprendizado gigantesca e, apesar da boa relação de trabalho com a montadora, o nível de assistência não preenche todas as lacunas. "É a primeira vez que fazemos isso [...] eu adoraria ter mais [informações]", comentou Nielsen.

Para as equipes clientes, os novos motores trouxeram não apenas inovações de engenharia, mas uma "nova linguagem" de corrida que precisa ser decifrada. Até que a curva de aprendizado se nivele ou o intercâmbio de dados de telemetria seja ampliado, o grid corre o risco de observar a equipe de fábrica da Mercedes desfrutando de uma vantagem exclusiva graças aos seus segredos bem guardados de gestão energética.

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