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UE avalia novas competências para flexibilizar regras de capital duplicadas para bancos

19 jun 2026 - 11h26
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A Comissão Europeia está considerando conceder ‌maiores poderes aos reguladores bancários nacionais para simplificar os requisitos de capital que se sobrepõem — o que poderia liberar recursos para empréstimos, de acordo com um relatório que avalia a competitividade do bloco.

O projeto de relatório da Comissão propõe uma reformulação das regras que exigem que ⁠o capital e a liquidez sejam mantidos no nível de cada subsidiária, ‌em vez disso, concentrando o cumprimento dessas regras no nível da controladora de um grupo bancário.

Reguladores bancários em todo o mundo estão ‌buscando maneiras de aliviar a carga sobre ‌os credores para apoiar o crescimento, mas os EUA agiram ⁠de forma mais agressiva do que seus pares, propondo reduções significativas nas regras de capital, o que pressionou outros países a reagirem.

RESTRIÇÕES AO CRÉDITO

No rascunho do documento que vazou, divulgado inicialmente pelo Financial Times, a Comissão afirmou que a fragmentação regulatória estava prejudicando os bancos da União ‌Europeia e que era necessário um pacote de medidas para impulsionar sua ‌competitividade de longo prazo.

O ⁠relatório final da ⁠Comissão está previsto para o próximo mês, com propostas legislativas esperadas para o ⁠ano que vem.

Os bancos europeus afirmam ‌que o quadro atual ‌restringe os empréstimos, com a Federação Bancária Europeia estimando que o bloco enfrenta um déficit de investimento anual crescente de 1,4 trilhão de euros, o que corre o risco de prejudicar seus ⁠objetivos de crescimento econômico.

O setor bancário europeu poderia aumentar os empréstimos em mais de 2 trilhões de euros se os reguladores simplificassem as regras, mantendo a resiliência financeira, afirmou nesta sexta-feira a presidente da associação bancária espanhola AEB, Alejandra Kindelan.

O ‌Banco Central Europeu já havia pressionado os órgãos reguladores para que permitissem aos bancos gerenciar o capital e a liquidez em nível ⁠de grupo, argumentando que as medidas nacionais de isolamento financeiro imobilizam recursos nas subsidiárias. Estimativas do setor sugerem que cerca de 225 bilhões de euros em capital e 250 bilhões de euros em liquidez estão imobilizados dessa forma.

A Comissão Europeia sugeriu que tal mudança poderia ser acompanhada por uma nova competência legal que permitisse aos supervisores exigir que uma controladora transfira ativos para uma subsidiária, se necessário. 

O projeto de relatório também propõe mudanças na estrutura dos sistemas de garantia de depósitos bancários, bem como nos requisitos de capital para empresas de investimento.

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