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Copom: economistas projetam queda de 0,25 ponto percentual na Selic, mas cautela em novos cortes

Analistas divergem se este já será o último corte de 2026 ou não

17 jun 2026 - 04h59
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Copom se reúne nesta quarta-feira, 17
Copom se reúne nesta quarta-feira, 17
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Analistas do mercado financeiro acreditam que o Banco Central irá diminuir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira, 17. Com isso, a taxa básica de juros deverá ficar em 14,25%. Ainda assim, a projeção não é otimista quanto à manutenção do ciclo de cortes e economistas prevêm que o Banco Central deverá agir com mais cautela para fazer novas reduções da taxa em breve. 

O boletim Focus desta semana, que reúne as expectativas e projeções de mais de 100 instituições financeiras, prevê uma redução na queda da Selic: antes, esperava-se que a taxa caíria a 13,50% ao final de 2026 e a 11,50% ao final de 2027; agora, a projeção é de que a taxa fique em 13,75% e 12%, respectivamente.

Representantes do mercado financeiro ouvidos pela pesquisa indicam que, depois do corte deste mês, terá mais um, em agosto, levando ⁠a Selic a 14,00%.

Já o BTG Pactual acredita que o corte de junho será o último do ano. "Seguido de pausa nas reuniões seguintes. O corte não decorre de conforto com o cenário inflacionário, mas da ausência de mudança relevante na comunicação do Copom desde a última reunião", diz o relatório do banco, que entende, inclusive, que seria melhor haver a interrupção dos cortes já neste encontro. 

Para o fim de 2027, o BTG permanece com uma visão mais conservadora que o boletim Focus e acredita que a Selic ficará em 12,50%.

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A revisão dos economistas sobre o ciclo de queda da Selic acontece em meio a um aumento dos números da inflação. Dados divulgados ‌na semana passada mostraram que a inflação desacelerou um pouco menos do que o esperado em maio, a 0,58%, ⁠mas a taxa em 12 meses do IPCA superou o teto da meta, indo a 4,72%.

Na projeção do boletim Focus, os analistas consultados veem agora altas de 5,30% e de 4,10% do IPCA em 2026 e 2027, de 5,11% e 4,03% antes. 

Além disso, entrou no radar econômico os impactos que podem ser desencadeados pelo El Niño, assim como permanece como preocupação os conflitos internacionais, com a incerteza sobre um acordo final entre Estados Unidos e Irã. 

Fonte: Portal Terra
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