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Produção industrial sobe 1,2% em março, acima do esperado

Expectativas dos analistas ouvidos pelo 'Projeções Broadcast' iam de queda de 0,2% a uma alta de 0,7%, com mediana positiva de 0,3%; no acumulado em 12 meses, produção subiu 3,1%, segundo dados do IBGE

7 mai 2025 - 12h59
(atualizado às 19h42)
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RIO E SÃO PAULO - Após cinco meses de baixo dinamismo, a indústria brasileira mostrou mais fôlego em março. A produção cresceu 1,2% em relação a fevereiro, maior expansão desde junho de 2024, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal, divulgados nesta quarta-feira, 7, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O bom desempenho superou as expectativas mais otimistas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 0,2% a uma alta de 0,7%, com mediana positiva de 0,3%.

"A produção industrial veio mais forte do que o esperado em março, impulsionada tanto pelo setor extrativo quanto pelo setor de transformação, que voltou a acelerar no final do primeiro trimestre. Esperamos que a economia desacelere daqui para frente, com maior intensidade no segundo semestre", ponderaram as economistas Natalia Cotarelli e Mariana Garrido em relatório do Itaú Unibanco.

No primeiro trimestre deste ano, ante o quarto trimestre de 2024, a produção industrial subiu 0,1%, segundo o IBGE
No primeiro trimestre deste ano, ante o quarto trimestre de 2024, a produção industrial subiu 0,1%, segundo o IBGE
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

O dado de março da produção industrial confirma a expectativa de um primeiro trimestre mais forte da atividade econômica do que o inicialmente previsto, avaliou o economista Igor Cadilhac, do banco PicPay.

"Ainda assim, continuamos observando um cenário de desaceleração gradual da economia, com a indústria de transformação enfrentando desafios estruturais", acrescentou Cadilhac.

A produção industrial subiu 0,1% no primeiro trimestre deste ano ante o quarto trimestre de 2024.

"Lembrando que a produção industrial vinha de estabilidade (0,0%) no quatro trimestre de 2024. Então são dois trimestres consecutivos com o setor industrial praticamente estável nesse período", ressaltou André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) corrobora a avaliação de baixo dinamismo no setor industrial no primeiro trimestre de 2025. A entidade projeta um crescimento de 1,3% da produção neste ano, após a alta de 3,1% observada em 2024.

"O aperto monetário, as condições financeiras restritivas, a elevada incerteza global e a expectativa de desaceleração gradual da atividade devem continuar impactando o setor ao longo de 2025. Por outro lado, medidas do governo voltadas ao estímulo da demanda, como a liberação de recursos do FGTS e o crédito consignado privado para trabalhadores com carteira assinada, constituem vetores altistas para a atividade em 2025", justificou a Fiesp, em nota.

No mês de março, 16 dos 25 ramos industriais pesquisados tiveram elevação na produção, com destaque para derivados do petróleo e biocombustíveis (3,4%), indústrias extrativas (2,8%), produtos farmacêuticos (13,7%) e veículos (4,0%).

A indústria teve crescimento significativo e disseminado ante fevereiro, num movimento de recuperação de perdas do passado recente, avaliou André Macedo, do IBGE.

"Há uma melhora de comportamento, mas sem tirar como pano de fundo esse passado recente em que o setor industrial mostrava menor dinamismo", disse Macedo. "A gente consegue enxergar esse momento como uma recuperação dessa perda recente. Há segmentos importantes mostrando recuperação nesse mês após perdas recentes."

O bom desempenho industrial em março sucede cinco meses sem avanços efetivos: outubro de 2024 (-0,1%), novembro (-0,7%), dezembro (-0,3%), janeiro (0,1%), fevereiro (0,0%) e março (1,2%). Macedo lembra que a indústria enfrenta ainda uma conjuntura menos favorável, que inclui juros elevados encarecendo o crédito, nível de inadimplência alto e "incertezas no mercado internacional também impactando diretamente decisões no mercado doméstico".

"Março está bastante caracterizado por um comportamento predominantemente positivo em qualquer métrica que a gente observe", disse o pesquisador do IBGE. "Mas isso ainda não é uma leitura de que o setor industrial vai engatar daqui para frente uma trajetória ascendente", frisou.

Em relação a março de 2024, a produção subiu 3,1%. No acumulado em 12 meses, a produção avançou 3,1%.

Estadão
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