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Ibovespa avança puxado por Vale, mas Petrobras pressiona

2 fev 2026 - 10h15
(atualizado às 11h37)
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O Ibovespa retomava o sinal positivo nesta segunda-feira, após duas quedas seguidas, com Vale entre os principais suportes, recuperando-se de uma perda expressiva no último pregão, enquanto Petrobras exercia pressão negativa, em meio ao tombo dos preços do petróleo no exterior.

Por volta de 11h25, o ‌Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,4%, a 182.094,09 pontos, após acumular baixa de 1,8% nos dois pregões anteriores. O volume financeiro somava ‌R$4,74 bilhões.

Apesar da fraqueza das últimas duas sessões, o Ibovespa encerrou o primeiro mês do ano com o melhor desempenho para janeiro desde 2006, com alta de 12,56%, sustentado pelo fluxo de capital externo para as ações brasileiras, com saldo positivo de cerca de R$23 bilhões até o dia 28.

De acordo com análise gráfica semanal feita pelo BB Investimentos, a tendência primária para o Ibovespa segue de alta, com apoio nos ‍indicadores rastreadores de tendência e, principalmente, pelo fluxo de capital estrangeiro e retomada do volume transacionado.

DESTAQUES

- VALE ON avançava 1,16%, após uma queda de 3,5% no último pregão. No domingo, a mineradora disse que o Ministério Público Federal pediu à justiça a adoção de medidas liminares, incluindo o bloqueio patrimonial de R$1 bilhão, após extravasamento ocorrido recentemente na mina de Fábrica, em Ouro ‌Preto (MG). A Vale disse que apresentará sua defesa dentro do prazo legal. Na China, o contrato futuro ‌de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian encerrou o pregão diurno com queda de 1,26%.

- PETROBRAS PN caía 2,2% e PETROBRAS ON recuava 2,01%, pressionadas pelo forte declínio dos preços do petróleo no exterior, após fala do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o Irã estava "conversando seriamente" com Washington, e com a alta do dólar frente a outras divisas. A Opep+ também concordou no fim de semana em manter produção de petróleo inalterada. O barril de petróleo sob o contrato Brent cedia 4,08%. A ANP também divulgou que a produção de petróleo do Brasil cresceu 12,3% em 2025

- ITAÚ UNIBANCO PN subia 1,2%, com a safra de balanços do setor ocupando o foco a partir de quarta-feira com Santander Brasil antes da abertura do mercado e Itaú após o fechamento. Bradesco mostra seus números no final da quinta-feira. Banco do Brasil e BTG Pactual publicam na próxima semana. BRADESCO PN tinha elevação de 0,42%, SANTANDER BRASIL UNIT avançava 0,44%, BANCO DO BRASIL ON mostrava acréscimo de 0,28% e BTG PACTUAL UNIT valorizava-se 0,75%.

- DIRECIONAL ON avançava 4,09%, em pregão positivo para construtoras, com o índice do setor imobiliário na B3 subindo 0,92%. Também na ponta positiva do Ibovespa estava CURY ON, em alta de 3,01%. De acordo com reportagem de O Globo na última sexta-feira, o governo federal pretende aumentar o limite das faixas de renda do programa Minha Casa Minha Vida.

- RAÍZEN PN recuava 6,8%, engatando o terceiro pregão seguido de ‌queda, após forte valorização no começo da semana passada -- +30% nos três primeiros pregões. Analistas do UBS BB reiteraram recomendação de venda para os papéis, com preço-alvo de R$0,80. Eles citaram que a companhia está passando por uma mudança estratégica, e que acreditam que ela caminha na direção correta, mas ponderaram que a transformação deve levar tempo e que a alavancagem continuará aumentando, diante da pressão sobre os preços das commodities.

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