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Finanças Pessoais

Juros do cartão de crédito e cheque especial em atraso

13 fev 2026 - 15h54
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Inadimplência das famílias bate recorde Fabrício Tonegutti aponta que os maiores vilões são os juros do cartão de crédito e do cheque especial em atraso, que têm os valores mais altos do país.

Deixar de pagar o cartão na prática significa uma tomada de empréstimo, e isso pode ser perigoso! 
Embora os juros do rotativo tenham caído em 2025, eles seguem como a dívida mais cara paga pelo brasileiro, e usar o cheque especial também não é uma boa alternativa, porque os juros pagos por quem entra no limite da conta corrente subiu para 138% ao ano. O Banco Central (BC) mostrou que no ano passado o brasileiro recorreu sem cerimônia aos bancos em busca de financiamentos e empréstimos, mesmo com os juros altíssimos. A taxa média cobrado pelos brancos em operações com pessoas físicas e jurídicas subiu 6,5 pontos percentuais em 2025, era de 40,7% em dezembro de 2024 e foi para 47,2% no fim do ano passado. O estoque de crédito, que é o total de dinheiro que as pessoas devem aos bancos, alcançou uma cifra difícil até de calcular: R$4,8 trilhões de reais, um aumento de quase 12% no último ano.

O especialista em direito tributário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e diretor da Mix Fiscal, Fabrício Tonegutti, afirma que o número preocupa porque não é possível saber se o dinheiro do consignado foi usado para quitar uma dívida mais cara, o que seria o ideal a se fazer com esse tipo de empréstimo.


“O endividamento e o comprometimento da renda em patamar elevado pressionam o orçamento das famílias e isso tem aumentado a inadimplência, que bateu um novo recorde: ela subiu de 3,5% em 2024 para 5% no fim do ano passado, o maior valor desde 2012. Meu conselho é comprar com consciência, porque a economia agradece, mas o futuro e o bolso também”, ressalta o diretor da Mix Fiscal, empresa com 20 anos de experiência em inteligência tributária para o varejo.  
O comprometimento da renda das famílias com dívidas é um dos alertas do relatório do Banco Central. Em novembro, chegou a quase 50% dos ganhos. Em 12 meses, se manteve dentro da média histórica: 29,3%.

 Um dado chamou a atenção, o forte crescimento do crédito consignado. Em 2025, esse tipo de empréstimo quase dobrou, alta de 90,9%. O BC atribuiu a procura a uma medida provisória que entrou em vigor em março passado, a MP permitiu que o trabalhador faça um consignado usando uma plataforma digital e dando como garantia até 10% do saldo do FGTS.

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