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Quem é o novo bilionário brasileiro, fundador de fintech citada em CPMI do INSS

Marciano Testa, tornou-se bilionário após abertura de capital da empresa na Bolsa de Nova York

12 fev 2026 - 12h28
(atualizado às 13h58)
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Marciano Testa
Marciano Testa
Foto: Getty Images

O fundador da fintech brasileira Agi Inc., conhecida como Agibank, Marciano Testa, tornou-se bilionário na quarta-feira, 11, após abertura de capital da empresa na Bolsa de Nova York. Com a oferta inicial de ações (IPO, em inglês), a participação de 63% de Testa no Agibank passou a valer cerca de US$ 1,1 bilhão (cerca de R$ 5,7 bilhões), considerando o preço de fechamento de US$ 10,75.

A fintech criada por Marciano Testa opera com modelo híbrido, combinando plataforma digital e mais de 1.000 smart hubs físicos, e atende 6,4 milhões de clientes ativos, com foco em crédito consignado para aposentados, com parcelas descontadas diretamente dos benefícios do INSS.

Recentemente a fintech foi citada na CPMI do INSS. Segundo Gilberto Waller Júnior, presidente do INSS, a instituição financeira foi a maior em número de empréstimos irregulares. Segundo Waller, foram identificados cerca de 2 mil empréstimos a beneficiários aposentados e pensionistas que já morreram. 

Brasileiro com ascendência italiana

Com ascendência italiana, Marciano Testa cresceu ao lado de cinco irmãos. Aprendeu a falar o idioma europeu antes do português, segundo o Money Times. 

Já com uma veia para o empreededorismo, aos oito anos Marciano começou a vender bolos preparados pela mãe. Aos 14, no entanto, decidiu trabalhar para os outros. Ele conquistou um emprego na Tramontina por indicação de um cliente da jardinagem, que também era professor do Senai.

Vendo que sua vocação era mesmo empreneder, aos 17 anos, Marciano Testa abriu sua própria empresa no setor de confecção. Nesse mesmo período, cursava Administração em Caxias do Sul.

Na fase adulta, chegou a inaugurar duas lojas, mas o negócio não prosperou como esperado. Depois dessa experiência, investiu na MMC Alimentos, uma distribuidora, ao identificar uma oportunidade no crédito consignado.

Aos 23 anos, fundou a Agiplan, uma plataforma de crédito que conectava correspondentes bancários e bancos. Com a regulamentação do crédito consignado, a fintech movimentou cerca de R$ 550 milhões por mês entre 2007 e 2010.

Sobre a Agibank

O Agibank nasceu como uma financeira, em 1999, no Rio Grande do Sul. De lá para cá, investiu em tecnologia para deixar esse chapéu de lado e se posicionar como um banco digital, crescendo em créditos mais seguros como o consignado, que tem a folha de pagamento de indivíduos como garantia.

A linha volta aos beneficiários do INSS, aliás, exige que a instituição tenha atendimento presencial, o que o Agibank ressalta em suas apresentações. Dessa carteira, 86% é de empréstimo com garantia: consignado e cartão consignado.

Fonte: Portal Terra
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