Volkswagen do Brasil vê impacto limitado de guerra no Oriente Médio, diz presidente
A Volkswagen está preocupada com a queda nos valores de revenda de seus veículos, à medida que concorrentes chineses com preços mais baixos se expandem no mercado brasileiro, disse o presidente da empresa no Brasil, Ciro Possobom, à Reuters nesta segunda-feira.
"Tem novos entrantes chegando com força (chineses) botando o preço para baixo, mas a gente está bem posicionado", disse Possobom à Reuters durante evento de apresentação dos convocados para a seleção brasileiro de futebol que disputará a Copa do Mundo.
"A competição está bastante agressiva, mas continuamos crescendo...nossa preocupação é manter o poder de revenda dos nossos clientes e não entramos na briga de preços (com chineses)", acrescentou.
Possobom acrescentou que a guerra no Oriente Médio teve impactos diretos e indiretos nas operações da Volkswagen no Brasil.
"Não dá para dizer que está fácil. Tem que mudar rota de navio, atrasa para chegar. Sempre tem falta de peça, mas você traz de avião. Esse custo você não consegue repassar", disse o presidente da Volkswagen no Brasil.
"Torcemos para a guerra acabar logo, até porque importamos cerca de 20% das peças", acrescentou.
Possobom afirmou que ainda que abril foi um mês forte para as vendas da Volkswagen no Brasil, superando os resultados do primeiro trimestre.
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