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Mais da metade dos brasileiros inflaciona a renda ao pedir crédito, aponta estudo

59% dos solicitantes dizem ganhar mais do que realmente ganham

5 fev 2026 - 06h08
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Resumo
Estudo revela que 59% dos brasileiros inflacionam a renda ao solicitar crédito, prática que varia conforme faixa etária e níveis salariais, destacando o potencial do Open Finance para trazer mais transparência e justiça ao mercado.
Bruno Chan
Bruno Chan
Foto: Vivian Koblinsky / Divulgação

A maioria dos brasileiros não declara a renda real ao solicitar crédito. Segundo novo estudo da klavi, empresa especializada em inteligência via Open Finance, 59% das pessoas "superdeclaram" a própria renda ao pedir financiamento. A análise, que considerou mais de 2 mil solicitações de crédito veicular feitas entre dezembro de 2023 e abril de 2025, mostra ainda que, entre quem ganha até dois salários mínimos, 84% inflacionam seus rendimentos e o aumento médio chega a 100%. Na média geral, a diferença entre a renda declarada e a renda real observada via Open Finance é de 24%.

Essas distorções aparecem em todas as faixas de renda, embora com intensidades diferentes. A prática também se reflete na escala do exagero: 32% dos brasileiros declaram ganhar o dobro do que realmente ganham, 15% afirmam receber três vezes mais e 8% chegam a declarar quatro vezes sua renda real.

Segundo Bruno Chan, CEO da klavi, o levantamento evidencia tanto o valor do Open Finance quanto uma mudança necessária no mercado de crédito. “Quando o mercado deixa de operar no escuro e passa a trabalhar com dados reais de renda, ele reduz a inadimplência, melhora a precificação e cria produtos financeiros muito mais justos. Essa transparência beneficia tanto quem concede crédito quanto quem toma. Os dados mostram que a autodeclaração ainda é muito distante da realidade e, ao mesmo tempo, reforçam o potencial do Open Finance em trazer previsibilidade e confiança para o sistema”, afirma. 

Além das faixas de renda, o estudo traz recortes relevantes por idade. Entre os jovens de 18 a 30 anos, apenas 22% distorcem a renda, o menor índice entre os grupos analisados. Porém, quando exageram, aumentam o salário informado em média 90%. Já na faixa entre 31 e 45 anos, 72% dizem ganhar mais que o valor real, com um exagero médio de 69%. Entre 46 e 60 anos, 73% inflacionam a renda, ampliando os rendimentos em cerca de 93%. Entre pessoas acima de 61 anos, 58% distorcem os valores, com um aumento médio de 78% ao autodeclarar a renda.

A divergência entre renda declarada e renda observada também reforça o comportamento de superdeclaração: entre quem ganha até dois salários reais, 30% afirmam pertencer a essa faixa, mas a análise via Open Finance mostra que 65% realmente a compõem. Entre dois e quatro salários, 48% se declaram nessa faixa, enquanto apenas 28% de fato estão nela. No grupo entre quatro e seis salários, 11% se dizem nessa faixa — porém apenas 4% correspondem à renda real. E, acima de seis salários, 9% afirmam receber esse valor, mas só 3% têm renda compatível. 

Chan destaca ainda que o comportamento de superdeclaração revela uma questão mais profunda na relação dos brasileiros com o dinheiro. “Existe uma combinação de insegurança, informalidade e pressão social que leva muitas pessoas a inflacionarem os próprios rendimentos. No entanto, ao declarar a renda real, o consumidor aumenta suas chances de receber propostas adequadas ao seu perfil e evita comprometer sua saúde financeira. A tecnologia tem um papel decisivo em ajudar as instituições a enxergar esse cenário com clareza", pondera.

(*) Homework inspira transformação no mundo do trabalho, nos negócios, na sociedade. É criação da Compasso, agência de conteúdo e conexão.

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