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Empresas apostam em soluções sustentáveis que envolvem a comunidade e diminuem o impacto ambiental 

Nespresso e Agrobee participaram do último dia da Conferência Brasil Verde, realizada pelo Estadão

27 ago 2021 - 12h51
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Para contribuir para um desenvolvimento sustentável, os negócios devem investir em várias frentes, buscando diferentes soluções para diminuir seus impactos ambientais. A gestão com boas práticas ESG (que envolve os aspectos ambientais, sociais e de governança) pode fazer com que empresas ganhem relevância no mercado no momento atual, com os consumidores já percebendo a urgência da preservação da natureza.

Nesta sexta-feira, 27, o assunto abriu as discussões da Conferência Brasil Verde 2021, evento online realizado pelo Estadão. Representantes da empresa de cafés Nespresso e da startup Agrobee, que conecta produtores rurais e criadores de abelhas, falaram um pouco sobre suas soluções sustentáveis.

Guilherme Amado, líder do programa AAA de Qualidade Sustentável da Nespresso no Brasil e no Havaí. 
Guilherme Amado, líder do programa AAA de Qualidade Sustentável da Nespresso no Brasil e no Havaí.
Foto: Reprodução/Youtube / Estadão

Guilherme Amado, líder do programa AAA de Qualidade Sustentável da Nespresso no Brasil e no Havaí, explicou que o programa estabelece um relacionamento com as fazendas que produzem cafés adquiridos pela marca, com iniciativas focadas na qualidade, sustentabilidade e produtividade. As fazendas são acompanhadas por um agrônomo, que monitora todo o trabalho. São 1.200 fornecedores cadastrados, nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

O líder da Nespresso usou o exemplo da Fazenda Recreio, em São Sebastião da Grama (SP), para explicar quais são os impactos do programa. A propriedade trabalha com a marca desde 2009 e passou por um processo de adequação ambiental, incluindo a regeneração de áreas de nascentes pelo plantio de árvores, através do Programa de Reflorestamento e Restauração, além da construção de fossas sépticas para as casas dos funcionários.

"Isso é importante porque a proteção do que nós chamamos serviços ecossistêmicos, que são água, solo, polinizadores, todo esse pacote de serviços, é importante para garantir a produção de café. Avançando nessa agenda ambiental, o primeiro grande reconhecimento da fazenda veio em 2014, com a certificação da Rainforest Alliance, que foi o parceiro original na criação do programa AAA em 2003. A fazenda se tornou uma referência para a região", disse Amado.

A região da Fazenda Recreio, chamada Vale da Grama, tem solo fértil, vegetação da Mata Atlântica e áreas de plantio de oliveiras, macadâmias e abacates, além do café. Amado afirmou que a ideia é não somente trabalhar nas fazendas, mas na região toda.

"O vale é muito importante para nós, e acabou se tornando um modelo de desenvolvimento sustentável local. É importante investir em capital social, que é fortalecer as lideranças, para que eles assumam o protagonismo dessa iniciativa e para que haja esses relacionamentos na região. Quem planta café, oliveira, macadâmia ou abacate, queremos conectar esses atores dentro de uma visão comum", disse.

A Nespresso tem parceria com a SOS Mata Atlântica para a restauração florestal da fazenda e também da região como um todo, realizando plantios em propriedades que não fornecem para a marca. Já foram plantadas 70 mil árvores, com a meta de chegar a 100 mil até o fim do ano. O objetivo é plantar 700 mil árvores na região.

'Uber das abelhas'

Além da Nespresso, outra empresa que apresentou algumas de suas iniciativas foi a startup Agrobee, que oferece uma plataforma para conectar produtores rurais e criadores de abelhas, através de um aplicativo que utiliza a geolocalização. A empresa ficou conhecida como "Uber das abelhas". "Nossa filosofia aqui é 'abelha no campo para o bem do planeta'. Trabalhamos para colocar as abelhas no campo e promover a sustentabilidade", disse Andresa A. Berretta, cofundadora da Agrobee.

Andresa A. Berretta, cofundadora da Agrobee. 
Andresa A. Berretta, cofundadora da Agrobee.
Foto: Reprodução/Youtube / Estadão

Andresa citou um dado da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) de que será preciso aumentar a produção de alimentos em 70% até 2050 para promover a segurança alimentar. "E, quando falamos em segurança alimentar, não só falamos da necessidade de alimentos para suprir a demanda, mas também da qualidade dos alimentos", afirmou.

Segundo ela, o trabalho de polinização assistida com as abelhas contribui para a superação desse desafio, pois traz mais produtividade, qualidade e variabilidade. Andressa explicou que a polinização é um serviço importante para que produtores consigam alimentos maiores e melhores. Além disso, possibilita mais produtividade, com menos consumo de área, sem necessidade de desmatar, menos consumo de água, menos emissão de carbono, menos consumo de defensivos e outros produtos químicos.

Como no Brasil as abelhas são usadas basicamente para a produção de mel e própolis, o serviço oferecido pela Agrobee ganha importância. "A polinização, de certo modo, é uma novidade que trazemos para o Brasil a exemplo de outros países que já fazem isso. Cuidamos para que o criador de abelhas esteja com as abelhas corretas, na quantidade adequada e tenha um transporte seguro. Fazemos monitoramento dessas abelhas para que elas façam um serviço eficiente", disse.

Hoje, a Agrobee tem uma equipe composta por cientistas, agrônomos, engenheiros e administradores, e atua nas culturas de café, abacate, caju, girassol, morango e soja. A empresa estuda novas abelhas e culturas em relação ao processo de polinização. A startup também tem outras iniciativas de impacto, como um trabalho de conscientização sobre a importância das abelhas em escolas.

"Aumentar a produção de alimentos com sustentabilidade através das abelhas é possível. É sustentável economicamente e também tem uma responsabilidade social, porque gera mais renda para o criador de abelhas. Além de proteger, em última instância, as abelhas. Nós tivemos uma alta mortandade das abelhas nos últimos anos, como consequência de um uso inadequado de defensivos. Quando a gente promove o processo de polinização assistido inteligente, a gente trabalha com uso racional desses defensivos", afirmou.

Estadão
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