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Crise econômica atingiu 'fase política', diz diretor do FMI

17 jun 2011 - 17h28
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<br/>Um diretor do FMI disse nesta sexta-feira em São Paulo que a crise econômica global chegou a uma "fase política" que exige medidas mais duras e urgentes por parte dos governos para garantir a estabilidade financeira.<br /><br />"Os líderes políticos continuam realizando grandes mudanças de rumo que podem impactar no sistema financeiro em uma época em que a estabilidade financeira (...) ainda não está assegurada", disse o diretor do Departamento de Mercados Monetários e de Capitais do FMI, José Viñals, durante o lançamento da revisão do Relatório sobre as perspectivas econômicas mundiais, o World Economic Outlook, na sede da BM&F Bovespa, na capital paulista. <br /><br />"Estamos em uma nova fase da crise global, e esta é uma fase política", disse Viñals. "A janela para a adoção de políticas substanciais (para garantir a estabilidade financeira) está se fechando."<br /><br />De acordo com o diretor do FMI, a "falta de soluções abrangentes e suficientes" para resolver os problemas econômicos nos países da "periferia" da zona do euro - entre eles, a Grécia - tem aumentado a pressão dos mercados e trouxe de volta o risco de uma contaminação global.<br /><br /><b>Riscos para a recuperação</b><br>Já o economista-chefe e diretor do Departamento de Pesquisas do FMI, Olivier Blanchard, afirmou que os principais riscos para a recuperação econômica mundial vêm dos países da "periferia" da Europa; da crise fiscal em nações desenvolvidas, como os Estados Unidos, e do superaquecimento em algumas economias emergentes.<br /><br />"A diferença entre economias fortes e economias superaquecidas é difícil de detectar, mas temos razões para pensar de que alguns países estão cruzando esta linha", disse Blanchard, ao comentar a revisão do relatório World Economic Outlook.<br /><br />O economista-chefe do FMI admite que o aumento da competitividade na Grécia e em outros países europeus só ocorrerá por meio de um processo "longo e doloroso", com políticas internas e ajudas externas, por meio de empréstimos.<br /><br />No entanto, apesar das dificuldades, Blanchard afirma que manter estes planos é fundamental para garantir a estabilidade global. "Os riscos são muito altos, e a falha em se comprometer com estas políticas (de austeridade) traz o risco de levar a novas moratórias", disse.<br /><br />Por sua vez, o diretor do Departamento de Assuntos Fiscais do FMI, Carlo Cottarelli, destacou os esforços dos países latino-americanos em conter seus déficits fiscais, mas disse que estas medidas ainda devem ser aprimoradas.<br /><br />De acordo com Cottarelli, atualmente o deficit fiscal da região permanece em um patamar superior ao que era visto em meados dos anos 1990, e não tem se mostrado diferente nos últimos 30 anos, período no qual o FMI começou a fazer registros a respeito.<br /><br /><b>Brasil </b><br>Quanto ao Brasil, a subchefe da Divisão de Estudos Globais do Fundo, Rupa Duttagupta, afirma que a revisão para baixo da previsão de crescimento do PIB em 2011 e 2011 se deve ao desaquecimento de alguns setores, como a indústria, e os efeitos iniciais das medidas macroeconômicas para reduzir a inflação.<br /><br />A versão revisada do World Economic Outlook prevê que o crescimento da economia brasileira em 2011 será de 4,1% em 2011 (menos 0,4 ponto percentual em relação à versão inicial do relatório, de abril deste ano) e de 3,6% em 2012 (menos 0,5 ponto percentual). <br /><br />Apesar disso, e das medidas de contenção do deficit fiscal, Duttagupta diz que os riscos de alta da inflação continuam presentes, devido principalmente à concessão de crédito, que, segundo ela, continua alta.<br /><br /><a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/index.shtml"class="textolinkbold" target="blank"><IMG SRC="http://img.terra.com.br/i/2005/01/17/196749-0408-in.gif" WIDTH="87" HEIGHT="43" BORDER="0" alt="BBC Brasil" align="left"></a><P><br><br /><br /><br><br /><br /><br>

Fonte: Invertia Invertia
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