China está 'estendendo tapete vermelho' para exportadores, diz dono da marca Mondial
Giovanni Cardoso, cofundador do Grupo MK, dono das marcas Mondial e Aiwa, diz que o clima entre empresários chineses do setor de eletrônicos não é de nervosismo, mesmo após tarifaço de Trump
O empresário Giovanni Marins Cardoso, cofundador do Grupo MK, dono das marcas Mondial e Aiwa, voltou da sua 36ª viagem à China. Ele relata que encontrou por lá um clima mais tranquilo do que esperava entre o empresariado após as propostas de barreiras tarifárias de Donald Trump.
Exceto em casos pontuais, a maioria dos interlocutores da indústria de portáteis e eletrônicos estava tranquila. Cardoso analisa que a razão da calmaria é o fortalecimento do mercado doméstico chinês, com ganhos de renda que foram multiplicados por dez nos últimos 20 anos. E os chineses falam desse mercado interno pujante com orgulho, observa, acrescentando que houve uma grande diversificação das exportações para outros destinos fora os EUA.
Por enquanto, a mudança notada pelo empresário foi no tratamento pessoal e na maior agilidade para atender aos pedidos, encurtando prazos de entrega, por exemplo. "Antigamente eles estendiam para nós um tapete bege e agora foi um tapete vermelho", afirmou.
Quer saber mais? Leia a entrevista completa de Cardoso ao Estadão, disponível neste link.