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As rosas mais caras do mundo: o segredo milionário da centifólia e da damascena

No mercado, a rosa centifólia e a rosa damascena aparecem como as mais valorizadas, sobretudo pela indústria de perfumes. Saiba mais detalhes!

15 fev 2026 - 07h02
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A rosa ocupa um espaço especial no universo das flores, mas algumas espécies têm destaque por sua raridade e pelo valor que alcançam no mercado internacional. Entre elas, a rosa centifólia e a rosa damascena aparecem como as mais valorizadas, sobretudo pela indústria de perfumes. Afinal, essas variedades não são tão comuns quanto as rosas comuns em floriculturas, e o interesse por elas envolve aroma, tradição histórica e uso econômico.

Ao contrário da rosa decorativa encontrada em buquês, o cultivo da centifólia e da damascena ocorre principalmente pelo que oferecem em termos de fragrância e extração de compostos aromáticos. Assim, elas são importantes para a produção de óleos essenciais, absolutos e hidrolatos usados em perfumes, cosméticos e produtos de cuidado pessoal. Portanto, esse caráter funcional influencia diretamente o preço, a forma de cultivo e a distribuição geográfica dessas espécies.

A rosa centifólia, que tem o nome de “rosa de maio” em alguns países, também é amplamente utilizada na perfumaria fina. Ademais, associa-se a fragrâncias florais clássicas e sofisticadas – depositphotos.com / TYNZA
A rosa centifólia, que tem o nome de “rosa de maio” em alguns países, também é amplamente utilizada na perfumaria fina. Ademais, associa-se a fragrâncias florais clássicas e sofisticadas – depositphotos.com / TYNZA
Foto: Giro 10

Por que a rosa centifólia e a rosa damascena são tão valorizadas?

A principal razão para o alto valor da rosa centifólia e da rosa damascena está na intensidade e na complexidade do seu perfume. Afinal, essas rosas possuem uma grande concentração de compostos voláteis, o que as torna ideais para a produção de óleo essencial de rosa, um dos ingredientes mais caros da perfumaria. Ademais, estima-se que sejam necessárias toneladas de pétalas frescas para produzir apenas alguns quilos de óleo, o que eleva significativamente o custo final.

Outro fator determinante é a delicadeza do processo de colheita. As flores precisam ser colhidas manualmente, geralmente ao amanhecer, quando a concentração de aroma está mais alta. Além disso, a janela de floração é curta, concentrada em poucas semanas por ano, o que limita a oferta. Somam-se a isso as exigências de clima e solo, que reduzem a quantidade de regiões capazes de produzir essas rosas em escala comercial, reforçando o caráter de produto de nicho.

Rosa centifólia e rosa damascena: para que servem e onde são cultivadas?

A rosa damascena é a base de muitos perfumes de alta perfumaria, assim como de linhas de cosméticos para hidratação e cuidado da pele. Utilizam-se seu óleo e absoluto em fragrâncias, cremes, sabonetes líquidos, séruns e velas aromáticas. Já a rosa centifólia, que tem o nome de "rosa de maio" em alguns países, também é amplamente utilizada na perfumaria fina. Ademais, associa-se a fragrâncias florais clássicas e sofisticadas.

Além da perfumaria, ambas as espécies têm uso tradicional em chá, produtos de aromaterapia e formulações naturais. Em países do Oriente Médio e da Ásia, emprega-se derivados da rosa damascena, como água de rosas, em preparações culinárias e em rituais culturais. No campo cosmético, valorizam-se pela associação com hidratação, suavidade e sensação de frescor, o que incentiva o uso em linhas faciais e corporais.

Em termos geográficos, a rosa damascena é amplamente cultivada na Bulgária. Em especial, no "Vale das Rosas", além de Turquia, Irã e alguns países da Ásia Central. A rosa centifólia tem produção tradicional no sul da França, na região de Grasse, considerada um polo histórico da perfumaria. Ademais, também em áreas específicas do Norte da África e do Oriente Médio. Essas localizações combinam clima, altitude e técnicas tradicionais que favorecem a qualidade das flores.

Existe rosa centifólia e rosa damascena no Brasil? Qual é o preço em comparação com a rosa comum?

No Brasil, cultivos de rosa damascena e rosa centifólia ainda são pouco expressivos se comparados aos países tradicionalmente produtores. Há iniciativas pontuais, especialmente de agricultura voltada para cosméticos naturais e aromaterapia, porém em escala reduzida. O clima de algumas regiões brasileiras não é o mais adequado para reproduzir com precisão as condições de origem dessas rosas, o que limita a expansão comercial ampla.

De forma geral, o mercado brasileiro de produtos à base de rosa damascena e centifólia depende majoritariamente de matéria-prima importada. Empresas de perfumaria e cosméticos costumam adquirir óleo essencial, absoluto ou extratos de fornecedores estrangeiros, incorporando esses insumos em fórmulas de maior valor agregado. Em floriculturas comuns, é raro encontrar essas variedades para venda como flor de corte ou vaso, ao contrário das rosas híbridas decorativas, amplamente distribuídas.

A rosa damascena é a base de muitos perfumes de alta perfumaria, assim como de linhas de cosméticos para hidratação e cuidado da pele – depositphotos.com / jiangtu
A rosa damascena é a base de muitos perfumes de alta perfumaria, assim como de linhas de cosméticos para hidratação e cuidado da pele – depositphotos.com / jiangtu
Foto: Giro 10

Quanto custam essas rosas em relação à rosa comum?

Quando se fala em preço, a diferença entre a rosa comum de floricultura e as rosas usadas para extração é significativa, principalmente ao analisar o valor do óleo essencial de rosa. Enquanto um maço de rosas ornamentais, das variedades mais populares, costuma ter preço acessível, o óleo obtido da rosa damascena ou centifólia pode alcançar valores muito mais altos por mililitro, devido à matéria-prima necessária e ao processo de produção.

Em termos comparativos, um litro de óleo essencial de rosa verdadeira pode atingir no mercado internacional um preço que supera, em larga escala, o valor de outros óleos florais ou cítricos. Já o custo da flor em si, quando comercializada fresca em regiões produtoras, também é mais elevado do que o de rosas comuns, mas o destaque está no produto derivado, não apenas no caule com flores. Por essa razão, essas rosas são vistas mais como insumo industrial e artesanal de alto valor do que como item decorativo cotidiano.

Esse contraste mostra por que a rosa centifólia e a rosa damascena são tão mencionadas como as rosas mais valorizadas: não apenas pela beleza, mas pela combinação entre aroma raro, tradição de cultivo, baixa oferta e grande demanda do setor de perfumaria e cosméticos, em especial no cenário global até 2025.

Giro 10
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