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1 em cada 5 adolescentes na Espanha tem consumo problemático de internet, aponta estudo

Consumo problemático de internet afeta 1 em cada 5 adolescentes na Espanha, com impacto na saúde mental, redes sociais e educação digital

18 fev 2026 - 10h02
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Um estudo recente divulgado pelo Ministério da Saúde da Espanha, e publicado pelo jornal El País, indica que cerca de 1 em cada 5 adolescentes apresenta consumo problemático de internet. O levantamento analisa hábitos digitais de jovens em idade escolar e aponta sinais de uso excessivo, perda de controle e impacto na rotina diária. Embora os dados revelem uma leve queda em relação a anos anteriores, os especialistas envolvidos no relatório alertam que o cenário ainda exige atenção contínua de famílias, escolas e autoridades.

O estudo destaca que o uso intenso de dispositivos conectados está distribuído por diferentes faixas etárias, com maior concentração na adolescência. Entre os comportamentos analisados, aparecem dificuldades para reduzir o tempo online, irritação quando não é possível acessar a internet e priorização das telas em relação a atividades sociais, sono e estudos. A pesquisa também observa mudanças de padrão ao longo do tempo, com alterações nos tipos de conteúdo consumidos e nas plataformas mais utilizadas.

Consumo problemático de internet entre adolescentes: o que mostram os dados?

A pesquisa sobre consumo problemático de internet entre adolescentes espanhóis registra que aproximadamente 20% desse grupo apresenta sinais de dependência ou uso desregulado. Entre os critérios avaliados, aparecem sintomas como necessidade de ficar conectado por muitas horas, dificuldade em interromper o uso e impacto negativo em áreas da vida diária. Ainda assim, o relatório aponta uma tendência de queda em comparação com levantamentos anteriores, sugerindo algum efeito de campanhas de conscientização e debates sobre educação digital.

Os dados não indicam apenas o número de adolescentes afetados, mas também a forma como esse consumo se manifesta. A pesquisa descreve um uso mais intenso de redes sociais, jogos online, plataformas de vídeo e serviços de mensagens instantâneas. Em muitos casos, o comportamento não se limita ao entretenimento, envolvendo também busca de aprovação social, comparação constante com outras pessoas e exposição prolongada a conteúdos de alta carga emocional.

Apesar de leve queda nos casos mais graves, especialistas alertam: o impacto na saúde mental e na rotina escolar ainda preocupa – depositphotos.com / AllaSerebrina
Apesar de leve queda nos casos mais graves, especialistas alertam: o impacto na saúde mental e na rotina escolar ainda preocupa – depositphotos.com / AllaSerebrina
Foto: Giro 10

Diferenças entre meninas e meninos no uso da internet

O levantamento do Ministério da Saúde da Espanha mostra diferenças claras entre meninas e meninos em relação ao uso da internet. De forma geral, as meninas apresentam maior dependência global das plataformas digitais, sobretudo das redes sociais e aplicativos de comunicação. O estudo indica que elas tendem a passar mais tempo em ambientes virtuais voltados a interação social, compartilhamento de fotos, vídeos curtos e mensagens, o que pode intensificar a preocupação com a própria imagem e com a aceitação de colegas.

Entre os meninos, o consumo problemático aparece com mais intensidade em segmentos específicos. A pesquisa destaca maior envolvimento com pornografia, videogames e apostas online. Nos jogos, observa-se um número elevado de horas dedicadas a partidas competitivas, muitas vezes durante a madrugada. Já no caso das apostas, o estudo registra a presença de adolescentes em sites e aplicativos de jogos de azar, mesmo com restrições legais. Em relação à pornografia, o acesso precoce e frequente é apontado como um fator de risco para distorções de expectativas sobre sexualidade e relacionamentos.

Essas diferenças de gênero ajudam a explicar por que o consumo problemático de internet não é um fenômeno homogêneo. Especialistas consultados ressaltam que meninas e meninos são expostos a pressões distintas dentro do ambiente digital, o que influencia a forma como cada grupo se relaciona com as plataformas. Isso exige abordagens específicas de prevenção, comunicação e apoio, considerando as particularidades de cada tipo de uso.

O uso problemático das redes sociais está diminuindo?

De acordo com o relatório, o uso problemático das redes sociais entre adolescentes apresenta uma tendência de queda em comparação com anos anteriores. Os percentuais de jovens que relatam sintomas mais graves, como perda de controle, conflitos familiares intensos por causa do tempo online e abandono completo de atividades offline, mostram uma leve redução. Apesar disso, a proporção de adolescentes com hábitos considerados de risco permanece significativa, o que mantém o tema no centro do debate público.

Pesquisadores entrevistados apontam algumas razões possíveis para essa redução. Entre elas estão o aumento das discussões sobre bem-estar digital, a implementação de limites de idade em certas plataformas e a própria saturação de uso em determinados grupos, que começam a buscar outras formas de interação. Ainda assim, o estudo alerta que novas redes sociais e formatos de conteúdo surgem com frequência, o que pode reverter a tendência se não houver acompanhamento constante.

  • Redução leve de casos graves, mas manutenção de níveis preocupantes.
  • Maior atenção de escolas e famílias ao tempo de tela.
  • Alteração dos padrões de uso, com migração entre plataformas.
Novo relatório aponta diferenças entre meninas e meninos e reforça a importância da educação digital – depositphotos.com / mariaphoto3
Novo relatório aponta diferenças entre meninas e meninos e reforça a importância da educação digital – depositphotos.com / mariaphoto3
Foto: Giro 10

Quais são os impactos para a saúde mental e a educação digital?

Os especialistas ouvidos pelo El País explicam que o consumo problemático de internet está associado a diversos riscos para a saúde mental. Entre os adolescentes, aparecem com frequência sintomas como ansiedade, irritabilidade, alterações de sono e dificuldade de concentração. Em alguns casos, o uso excessivo das redes se relaciona com sentimentos de isolamento, comparações constantes com outros perfis e exposição a mensagens de ódio ou cyberbullying, o que pode agravar quadros de sofrimento psíquico.

No campo escolar, professores relatam queda de rendimento, tarefa não concluída e menor capacidade de manter a atenção em sala de aula. O uso intenso de dispositivos durante a noite também compromete o descanso, interferindo na memória e na aprendizagem. Diante desse cenário, o relatório reforça a importância de uma educação digital estruturada, que envolva tanto o uso responsável de telas quanto o desenvolvimento de habilidades socioemocionais.

  1. Orientar sobre limites de tempo de uso e pausas regulares.
  2. Trabalhar pensamento crítico em relação a conteúdos online.
  3. Estimular atividades presenciais, esportes e convivência offline.
  4. Estabelecer regras claras de uso em casa e na escola.

O estudo do Ministério da Saúde da Espanha indica que a internet faz parte da rotina dos adolescentes e não tende a perder relevância nos próximos anos. A pesquisa sugere que o foco não está apenas em reduzir o acesso, mas em promover formas mais equilibradas e conscientes de navegação, considerando as diferenças entre meninas e meninos, os tipos de conteúdo consumidos e os efeitos sobre a saúde mental e o desempenho escolar.

Giro 10
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