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O Carnaval está chegando e os rins pedem atenção

Calor, desidratação e exageros na bebida durante o Carnaval aumentam o risco de sobrecarga e danos aos rins

21 jan 2026 - 11h43

Durante o Carnaval, o consumo de bebidas alcoólicas costuma aumentar, muitas vezes associado a longos períodos de festa, altas temperaturas e pouca ingestão de água. Nesse cenário, é fundamental entender como o álcool afeta os rins. A nefrologista Dra. Daphnne Camaroske alerta que o consumo excessivo pode provocar lesão renal aguda mesmo em pessoas saudáveis, especialmente quando ocorre em curto espaço de tempo.

young woman in blue top wearing funny rim with deer horns and yellow glasses holding glass of champagne looking at camera with skeptic smile on face standing over white background
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Foto: Revista Malu

Por que o álcool lesiona os rins?

O consumo elevado, principalmente durante a folia, prejudica os rins por três caminhos principais:

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Desidratação e perda de água: o álcool bloqueia o hormônio antidiurético (ADH), fazendo com que a pessoa urine mais, perca líquidos rapidamente e reduza o fluxo de sangue que chega aos rins.

Quebra muscular (rabdomiólise): a ingestão exagerada pode causar destruição das fibras musculares, liberando mioglobina, uma substância altamente tóxica para os rins.

Queda do volume sanguíneo: o álcool pode causar queda de pressão e, associado a vômitos e suor excessivo comuns no Carnaval, leva à hipovolemia, comprometendo a perfusão renal e causando queda abrupta da função dos rins.

Quantidade aceitável e o efeito dos destilados

Nenhuma dose de álcool é totalmente isenta de riscos, mas para minimizar os danos em rins saudáveis, o ideal é limitar o consumo a até uma dose por dia para mulheres (cerca de 350 ml de cerveja ou 150 ml de vinho) e até duas doses para homens. O mais importante é evitar beber grandes volumes em um curto período. O efeito tóxico está relacionado à quantidade de álcool puro ingerida, independentemente do tipo de bebida. Destilados, por terem maior concentração alcoólica, facilitam a intoxicação rápida, especialmente quando consumidos em shots, aumentando a desidratação e a sobrecarga dos rins.

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A importância crítica da hidratação no Carnaval

Beber água regularmente é essencial durante a folia. Como o álcool bloqueia o ADH, a hidratação ajuda a compensar a perda de líquidos, evita a concentração excessiva do sangue e reduz o risco de lesão renal aguda. Além disso, a água auxilia o fígado na metabolização do álcool, ajuda a prevenir a ressaca e a queda de pressão. Misturar bebidas não é o principal problema, mas geralmente leva a um consumo maior e mais rápido, elevando os riscos.

Sinais de alerta: quando procurar ajuda médica e não estragar o Carnaval

Os rins costumam ser silenciosos, e o surgimento de sintomas pode indicar gravidade. É fundamental procurar atendimento médico se houver diminuição do volume ou alteração da cor da urina, inchaço no rosto ou nas pernas, náuseas e vômitos persistentes, dor muscular intensa, confusão mental, ressaca prolongada, sede extrema ou boca muito seca.

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