Câncer agressivo: entenda o tipo que atingiu Raul Jungmann

Câncer de pâncreas é difícil de detectar, tem evolução rápida e exige atenção aos sinais e fatores de risco

19 jan 2026 - 13h58

O câncer agressivo que atingiu o ex-ministro Raul Jungmann chama atenção por um motivo importante: trata-se de um tipo de tumor difícil de diagnosticar precocemente e com comportamento rápido.

O câncer de pâncreas é um dos tumores mais agressivos e de difícil detecção precoce
O câncer de pâncreas é um dos tumores mais agressivos e de difícil detecção precoce
Foto: Divulgação / Saúde em Dia

No domingo (18), Jungmann faleceu em decorrência de um câncer de pâncreas, doença considerada uma das mais letais no Brasil.

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Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pâncreas ocupa a sétima posição entre os que mais causam mortes no país.

Apesar de representar cerca de 1% dos diagnósticos, ele responde por aproximadamente 5% das mortes por câncer, o que reforça sua gravidade.

O que é o câncer de pâncreas?

O câncer de pâncreas acontece quando células desse órgão passam a se multiplicar de forma desordenada, formando um tumor.

"O pâncreas é um órgão essencial para a digestão e para o controle do açúcar no sangue. Quando surge um tumor ali, ele pode crescer silenciosamente e se espalhar para outras partes do corpo, o que chamamos de metástase", explica o oncologista Dr. Ramon Andrade de Mello, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia.

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Essa capacidade de evoluir sem sintomas claros no início é o que torna a doença tão perigosa.

Por que ele é considerado um câncer agressivo?

O câncer de pâncreas costuma ser diagnosticado em fases avançadas. Isso acontece porque os sinais iniciais são vagos ou confundidos com outros problemas de saúde.

Além disso:

  • o tumor cresce rapidamente;

  • pode se espalhar para outros órgãos;

  • responde de forma limitada a alguns tratamentos.

Esses fatores dificultam o controle da doença quando o diagnóstico é tardio.

Principais fatores de risco

Algumas condições aumentam o risco de desenvolver câncer de pâncreas:

  • tabagismo

  • obesidade

  • pancreatite crônica

  • histórico familiar da doença

"Pessoas com fatores de risco precisam de acompanhamento médico regular, mesmo sem sintomas", alerta o especialista.

Sintomas mais comuns

Quando os sintomas aparecem, eles costumam indicar que a doença já está mais avançada.

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Os sinais mais frequentes são:

  • dor abdominal persistente

  • perda de peso sem causa aparente

  • pele e olhos amarelados (icterícia)

  • náuseas e vômitos

"Esses sintomas não confirmam o diagnóstico sozinhos, mas merecem investigação", destaca o oncologista.

Como é feito o diagnóstico?

O primeiro passo costuma ser um exame de imagem.

Geralmente, os médicos solicitam:

  • tomografia computadorizada

  • ressonância magnética, quando disponível

Esses exames ajudam a identificar a presença de uma massa no pâncreas. A confirmação do câncer, porém, ocorre por meio de biópsia.

Um dos exames utilizados é a CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica), que combina endoscopia e radiografia para coletar material para análise.

Quais são as opções de tratamento?

O tratamento depende do estágio da doença no momento do diagnóstico.

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As possibilidades incluem:

  • cirurgia, quando o tumor é operável

  • quimioterapia antes ou depois da cirurgia

  • quimioterapia isolada, nos casos em que há metástase

"Quando o câncer é detectado em fase inicial e pode ser operado, o prognóstico é melhor. Infelizmente, isso não acontece na maioria dos casos", explica o médico.

Prognóstico e sobrevida

O câncer de pâncreas tem um prognóstico reservado, especialmente quando já se espalhou pelo organismo.

Em casos metastáticos, a sobrevida média pode variar de 6 a 11 meses, dependendo da resposta ao tratamento. Já nos casos operáveis, as chances de controle da doença aumentam.

Quando procurar ajuda médica?

É importante buscar avaliação médica se houver:

  • dor abdominal persistente sem causa clara

  • perda de peso rápida

  • icterícia

  • histórico familiar associado a sintomas

O diagnóstico precoce ainda é o principal fator que pode melhorar as chances de tratamento.

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Informação salva tempo e pode salvar vidas

O caso de Raul Jungmann reforça a importância de atenção aos sinais, acompanhamento médico e informação de qualidade.

O câncer de pâncreas é silencioso, mas conhecer seus riscos e sintomas pode fazer diferença.

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