Xi Jinping amplia ofensiva anticorrupção e exclui 33 altos funcionários do Partido Comunista Chinês

O Partido Comunista Chinês concluiu seu quinto plenário em Pequim, na quinta-feira (29), oficializando a exclusão de 33 altos funcionários, dos quais quase metade são militares. Trata-se de uma das maiores ondas de exclusões da cúpula da organização. A reunião também foi marcada por um número recorde de ausências, em um momento em que Xi Jinping prepara o próximo congresso do Partido, em 2027, quando deve buscar um quarto mandato.

30 out 2026 - 14h11
Resumo
Sob a liderança de Xi Jinping, o Comitê Central do Partido Comunista Chinês intensificou sua ofensiva anticorrupção ao expulsar 33 altos funcionários, incluindo diplomatas e 16 militares de alta patente. O expurgo reduziu a Comissão Militar Central a apenas dois membros, enquanto Zhang Shengmin ascendeu ao Politburo. A medida reforça a disciplina interna e consolida o controle de Xi sobre o Partido, preparando o terreno político para a conquista de seu quarto mandato no próximo Congresso.

Reunida sob a presidência de Xi Jinping, de 73 anos, a sessão plenária do Comitê Central do Partido Comunista Chinês (PCC) aprovou uma decisão destinada a "aprofundar a governança integral e rigorosa do Partido", intensificando especialmente o combate à corrupção, segundo a agência estatal Xinhua.

Pouco menos de 300 autoridades compõem o Comitê Central do PCC. As sessões plenárias anuais são momentos-chave para o presidente chinês e líder do Partido consolidar sua autoridade.

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Os afastamentos se multiplicam e ninguém parece estar a salvo. Um quarto das cadeiras do plenário estava vazio. Trinta e três altos funcionários foram oficialmente excluídos, incluindo 16 militares.

Entre eles estão Zhang Youxia, que foi uma das mais altas patentes do Exército chinês, e Liu Jianchao, figura de destaque da diplomacia chinesa que desapareceu da cena pública há mais de um ano.

Enquanto algumas das principais lideranças são afastadas, Zhang Shengmin, o general encarregado de combater a corrupção nas Forças Armadas, ingressou no Politburo, o seleto grupo que reúne alguns dos dirigentes mais poderosos da China, uma promoção rara entre dois congressos.

A mensagem é clara: disciplina e lealdade continuam sendo as prioridades de Xi Jinping. No entanto, os afastamentos atingem até mesmo seus aliados e deixaram a Comissão Militar Central com apenas dois de seus sete membros.

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Objetivo: XXI Congresso do PCC

A situação levanta questionamentos sobre o funcionamento do comando militar. Pequim, por sua vez, sustenta que o Partido está fortalecido e livre de elementos corruptos.

Há quase 14 anos, Xi Jinping conduz uma ampla campanha anticorrupção, voltada para um problema profundamente enraizado nos círculos políticos e econômicos chineses. Milhares de altos funcionários foram atingidos, incluindo dezenas de membros do Comitê Central. As autoridades chinesas consideram, contudo, que parte dos quadros do Partido não vem aplicando adequadamente as diretrizes definidas pela liderança.

O plenário elogiou a "grande coragem política" do Comitê Central ao enfrentar a "falta de rigor, realismo e eficácia" na governança do Partido.

A um ano do XXI Congresso do PCC, quando se espera que Xi Jinping conquiste um quarto mandato, o presidente chinês continua consolidando seu controle sobre o Partido, à frente de uma cúpula dirigente profundamente reformulada.

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