Trump diz que aprovaria entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA e volta a questionar eleição brasileira

Presidente americano criticou resultado da disputa vencida por Lula e afirmou que não tomou partido; senador deixou o Brasil após derrota e descumpriu ordem para entregar passaportes

28 out 2026 - 07h56
(atualizado às 09h40)
Resumo
Donald Trump afirmou que aprovaria a entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA e voltou a lançar suspeitas infundadas sobre a eleição brasileira após a vitória de Lula. O senador desembarcou em solo americano com a família após descumprir uma ordem do STF para entregar seus passaportes, o que levou ao cancelamento do documento pela PF. Apesar de negar envolvimento direto, o republicano criticou o resultado do pleito e a extensão do horário de votação, alegando que o processo foi muito estranho.
Trump aprova ida de Flávio aos EUA e volta a questionar eleições sem apresentar provas: ‘Terrível’
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 28, que aprovaria a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) no país após a derrota do brasileiro para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo, 25. Trump também voltou a questionar o processo eleitoral brasileiro, que classificou como "muito estranho", e citou a reação dos mercados ao resultado.

"Bem, eu aprovaria. Acho que eles são boas pessoas. A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível. Ela tem recebido avaliações ruins. Veja o que aconteceu com o mercado deles. Se eu aprovaria ou não aprovaria? Acho que por mim tudo bem", afirmou Trump a jornalistas, ao retornar de uma viagem ao Texas.

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O presidente americano disse ter ouvido que Flávio estaria na Argentina, mas afirmou não saber onde o senador se encontrava naquele momento.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, fala à imprensa após ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no segundo turno das eleições presidenciais de 2026
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, fala à imprensa após ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no segundo turno das eleições presidenciais de 2026
Foto: Wilton Junior/ Estadão / Estadão

Embora o Departamento de Migração argentino tenha informado que Flávio e a família deixaram o país rumo aos Estados Unidos na noite de terça-feira, 27, o governo americano já havia confirmado, no mesmo dia, a chegada do senador ao território dos EUA com a mulher e as duas filhas. A informação foi divulgada pela CNN e confirmada ao Estadão/Broadcast por integrantes do governo americano.

A saída do Brasil ocorreu depois que Flávio não cumpriu uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seus passaportes. A Polícia Federal cancelou o documento brasileiro do senador e emitiu um alerta nas fronteiras. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o governo americano concederia vistos de entrada a Flávio e a seus familiares.

Trump afirmou que conhece Lula e que tem menos proximidade com Flávio, mas disse conhecer bem o pai do senador, o ex-presidente Jair Bolsonaro. "O pai foi tratado muito mal, na minha opinião. Mas eu não estava envolvido", declarou.

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O republicano voltou a sustentar que não tomou partido na disputa brasileira, embora tenha criticado o resultado e questionado a ampliação do horário de votação no segundo turno. Na segunda-feira, 26, Trump já havia dito que a eleição "pareceu fraudada", sem apresentar evidências para sustentar a afirmação.

Lula venceu Flávio por mais de 4 milhões de votos. A prorrogação do horário de votação por duas horas foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, após registros de restrições à circulação do transporte coletivo em diversas cidades do País.

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