O chanceler italiano Antonio Tajani quebrou o silêncio do governo Meloni sobre a vitória de Lula contra Flávio Bolsonaro, afirmando que o resultado não representa necessariamente uma vitória da democracia, mas garantiu a manutenção das boas relações entre os países. Tajani não parabenizou o petista, postura que gerou críticas da oposição italiana. Outros líderes alinhados à direita, como Donald Trump e Javier Milei, que apoiou abertamente o rival de Lula, também não se manifestaram sobre o pleito.
O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, quebrou o silêncio do governo de Giorgia Meloni sobre a vitória do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nas eleições, após derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Em uma breve declaração em Milão, o chanceler italiano avaliou que a vitória do petista não significou, necessariamente, uma vitória da democracia. Tajani também ressaltou que a Itália mantém boas relações com o Brasil, independentemente de quem esteja no poder.
"Não é que a democracia tenha vencido; na verdade, quem venceu a eleição foi quem ganhou. Temos boas relações com o Brasil, independentemente de quem esteja no governo. É uma nação amiga. O Brasil escolheu Lula, e manteremos relações com este governo, assim como temos feito até agora", afirmou Tajani, que não chegou a parabenizar Lula pelo resultado positivo.
A oposição italiana criticou o silêncio de Meloni diante da vitória do petista, destacando a mobilização popular e a defesa da democracia no país sul-americano.
Além de Meloni, outros líderes mundiais ainda não se manifestaram publicamente sobre o resultado, entre eles os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei.
Durante a campanha eleitoral, o mandatário argentino, por exemplo, declarou apoio ao adversário de Lula e fez críticas e ataques verbais ao presidente brasileiro, reeleito para um quarto mandato. .