Líderes da esquerda francesa celebraram a vitória de Lula contra Flávio Bolsonaro, classificando o resultado como uma prova de que a extrema-direita não é invencível. Nomes como Jean-Luc Mélenchon, Fabien Roussel e Marine Tondelier destacaram a superação das pesquisas e o freio à influência externa e conservadora. Para a oposição francesa, a mobilização popular vista no Brasil serve de inspiração direta para suas próprias disputas nas eleições presidenciais previstas para o próximo mês de abril.
"Uma extraordinária mensagem de esperança: a extrema direita não é uma fatalidade", escreveu na rede social X o candidato do Partido Comunista à Presidência, Fabien Roussel.
Jean-Luc Mélenchon, que disputará a eleição pelo partido França Insubmissa (LFI), da esquerda radical escreveu no X: "Viva Lula, viva o Brasil da dignidade". Segundo ele, as pesquisas "previam sua derrota", mas Lula "venceu a extrema direita e as interferências estrangeiras".
Lula conquistou uma vitória surpreendente sobre Flávio Bolsonaro, que contava, entre outros apoios, com o respaldo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que até agora não reagiu à reeleição do brasileiro.
No sábado (24), Mélénchon publicou um vídeo no Instagram em apoio a Lula. "Nós, que estamos na luta, precisamos da vitória de Lula. Sua vitória será a vitória do povo contra o império americano. Contamos com o Brasil como um país e uma nação irmã."
Quelle victoire au Brésil ! Bravo à @LulaOficial et au peuple brésilien qui viennent de faire échec à l'extrême droite. Un formidable message d'espoir : l'extrême droite n'est pas une fatalité ! Viva Lula !
— Fabien Roussel (@Fabien_Roussel) October 26, 2026
'Retorno histórico'
O coordenador da sigla, Manuel Bompard, afirmou à emissora LCI que os apoiadores de Lula venceram porque "aumentaram a participação entre o primeiro e o segundo turno". "Quero dizer ao povo francês que o que os brasileiros fizeram, nós também podemos fazer na França", afirmou, referindo-se à eleição presidencial do próximo mês de abril.
A candidata ecologista Marine Tondelier saudou um "retorno histórico" que, segundo ela, "nos lembra que a vitória da extrema direita nunca está garantida de antemão". No Instagram, Tondelier agradeceu em português a Lula por impedir "o filhinho de papai Flávio Bolsonaro de levar o Brasil de volta à extrema-direita".
Já o candidato do Partido Socialista Raphaël Glucksmann afirmou à TF1 que o resultado do segundo turno das eleições no Brasil demonstra que "na política, não existe fatalidade" quando há "mobilização popular e cidadã".
Com agências