Trump revela que Lula pediu para que ele 'não tomasse partido' nas eleições brasileiras

Presidente dos EUA voltou a afirmar, nesta quinta-feira, 29, que as eleições brasileiras foram 'vergonhosas'

29 out 2026 - 12h36
(atualizado às 13h21)
Trump revela que Lula pediu para que ele 'não tomasse partido' nas eleições brasileiras
Trump revela que Lula pediu para que ele 'não tomasse partido' nas eleições brasileiras
Foto: Reprodução/DRM News

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ser questionado sobre suas impressões a respeito das eleições brasileiras nesta quinta-feira, 29, e, desta vez, revelou não ter "tomado partido" no pleito a pedido do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Mais uma vez, o republicano não reconheceu a vitória de Lula, mas afirmou que conversaria com o petista, e voltou a chamar a eleição brasileira de 'vergonhosa'. 

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 "Vou falar com ele (Lula), mas acho que a eleição foi uma vergonha no Brasil. Foi uma vergonha. Não quero comentar isso agora, mas acho que a eleição foi um grande constragimento para o povo do Brasil. Eu assisti à eleição. Eu não tomei partido, eu deixei acontecer. O atual presidente me pediu para não tomar partido", disse Trump, sem especificar quando foi feito o pedido de Lula. 

 "Mas, quando eu assisti ao que aconteceu no Brasil, foi uma desgraça. O mercado diz tudo, apenas dê uma olhada no mercado. Quer dizer, o mercado deles afundou. Achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil", acrescentou o presidente. 

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Desde segunda-feira, 26, quando Trump comentou pela primeira vez o resultado das eleições brasileiras, o presidente dos EUA tem se limitado a chamar o pleito de 'estranho', mas sem aprofundar-se nas críticas. 

Na última terça-feira, 27, durante um comício no Texas, o republicano disse não ter gostado do resultado: "[Os democratas] trapaceiam muito bem... embora o Brasil esteja fazendo um bom trabalho nisso, não é? Você viu aquilo? Não foi legal... Eu não gostei, não me pareceu bom", afirmou.

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A fala ocorre em meio à ida de Flávio Bolsonaro (PL) aos EUA, após derrota no segundo turno, no último domingo, 25. O senador, investigado por lavagem de dinheiro junto ao advogado Willer Tomaz, desobedeceu ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Superior Tribunal Federal (STF), e não entregou seu passaporte à Polícia Federal.

Já na quarta-feira, 28, Trump afirmou que não se envolverá na turbulência pós-eleitoral no Brasil, especialmente após Flávio Bolsonaro declarar-se o 'verdadeiro presidente eleito' brasileiro em uma carta com teor golpista. 

"Bem, não vou fazer comentários sobre isso, mas sei que demos a ele permissão para entrar no país; então, vamos ver", disse Trump a repórteres ao ser questionado sobre a declaração de Bolsonaro, seu aliado de direita. "Mas não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo", declarou.

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Fonte: Portal Terra
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