Uma colisão frontal entre dois trens de alta velocidade perto de Urda, ao sul de Madri, deixou ao menos 10 mortos — com estimativas da imprensa de até 46 vítimas — e dezenas de feridos nesta manhã. O acidente envolveu composições da AVE e da Iryo, totalizando mais de 540 passageiros, e fez vagões caírem em um barranco. As causas ainda são investigadas sob suspeita de erro humano, enquanto equipes de resgate atuam no local e os serviços ferroviários da região seguem temporariamente suspensos.
A Espanha acordou nesta manhã com mais um grave acidente ferroviário. O governo confirmou pelo menos 10 mortos e dezenas de feridos, embora se acredite que o número de vítimas fatais venha a aumentar consideravelmente. Alguns veículos de imprensa falam em 46 mortos.
A colisão envolveu um trem de alta velocidade AVE, que havia partido de Madri com destino a Sevilha, e uma composição da empresa Iryo que seguia no sentido contrário.
O acidente ocorreu cerca de 140 quilômetros ao sul de Madri, nas proximidades da cidade de Urda, na província de Toledo, por volta das 8h54 no horário local.
Com o impacto, quatro vagões tombaram por um barranco.
As equipes de emergência trabalham contra o tempo para socorrer os feridos e tentar localizar sobreviventes.
No AVE viajavam 397 passageiros. Já o trem da Iryo transportava 147 pessoas, entre elas um bebê.
"Os serviços de emergência estão trabalhando no local para atender os afetados e garantir sua segurança, em coordenação com todas as autoridades envolvidas", afirmou o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, nas redes sociais.
As causas da colisão ainda são desconhecidas, mas o governo indicou a possibilidade de erro humano.
A operadora ferroviária Renfe informou que os serviços entre Madri, Ciudad Real e a Andaluzia foram suspensos.
'Muita gente sem conseguir sair, gritos... Um horror'
Eduarda, uma jovem de 17 anos que viajava em um dos trens, contou à rádio SER que a situação no local era de "caos" e que viu vítimas presas sob os vagões.
"Eu estava tranquila, com meus dois gatinhos ao lado, quando houve uma freada muito forte e fui arremessada para a frente com a poltrona. As pessoas começaram a sair; havia gente chorando. Era possível ver mortos sob os trens por toda parte", relatou.
"Muita gente sem conseguir sair, gritos... Um horror."
Equipes da Guarda Civil, dos bombeiros das províncias de Toledo e Ciudad Real, voluntários da Proteção Civil e profissionais do Serviço de Saúde de Castilla-La Mancha se dirigiram ao local do acidente.
O desastre ocorre apenas alguns meses depois de outro acidente ferroviário entre as mesmas empresas e no mesmo trecho.
Em 9 de janeiro, 45 pessoas morreram após a colisão de dois trens de alta velocidade na província de Córdoba, no sul da Espanha.
Na ocasião, um trem da Iryo que fazia o trajeto entre Málaga e Madri, com cerca de 300 passageiros a bordo, descarrilou seus três últimos vagões e invadiu a via ao lado, atingindo outra composição que operava a linha Madri-Huelva. O segundo trem também descarrilou. Havia 184 passageiros a bordo.