Manifestantes e policiais entram em confronto diante do Coliseu de Roma

Itália foi palco de novos protestos contra aumento do custo de vida

30 out 2026 - 14h06
(atualizado às 14h47)
Resumo
Manifestantes e policiais entraram em confronto em Roma, Turim e Vicenza durante protestos estudantis e greves contra o aumento do custo de vida e os gastos militares do governo Meloni. Diante da escalada de violência, que gerou feridos e depredações, o governo italiano enviou o Exército para Milão e endureceu a legislação contra atos de vandalismo em manifestações, ao mesmo tempo em que anunciou auxílios financeiros a setores afetados pela inflação e incentivos aos jovens trabalhadores.

Manifestantes e policiais entraram em confronto diante do Coliseu de Roma nesta sexta-feira (30), em mais um dia de protestos estudantis e greves contra o aumento do custo de vida e dos gastos militares no governo da premiê de direita Giorgia Meloni.

Durante uma marcha na capital da Itália, um grupo de cerca de 300 ativistas se separou e se dirigiu à entrada do anfiteatro de quase 2 mil anos de história. Quando os militantes chegaram perto do Coliseu, montaram barricadas com latas de lixo, incendiaram materiais e lançaram pedras contra as forças de segurança.

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O monumento contava com policiamento reforçado, na esteira de uma tentativa de invasão durante uma manifestação na semana passada.

Confrontos também foram registrados em Turim, capital do Piemonte, onde a polícia utilizou canhões de água e avançou contra manifestantes depois que um grupo de estudantes tentou furar um cordão de isolamento que protegia um prédio das forças de ordem.

Ativistas montaram barricadas e incendiaram objetos

Em Vicenza, houve enfrentamentos quando ativistas de coletivos anticapitalistas tentaram ocupar um anel viário da cidade. Pelo menos quatro policiais e três manifestantes ficaram feridos.

Os novos confrontos acontecem duas semanas após as cenas de violência protagonizadas por jovens durante protestos em Milão em 17 e 18 de outubro, quando ativistas destruíram viaturas e saquearam lojas na capital financeira do país.

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Assim como outros países europeus, a Itália tem sido palco recorrente de manifestações lideradas por uma juventude desiludida e insatisfeita com a falta de perspectivas de vida, mas também por categorias profissionais impactadas pela disparada dos preços dos combustíveis, como caminhoneiros, taxistas e agricultores.

Os protestos desta sexta-feira exibiram inúmeros cartazes com frases como "Mais dinheiro para a educação pública e menos para o rearmamento", "Abaixem as armas e aumentem os salários" e "Precisamos de casas, não de bombas".

Mas os episódios de violência das últimas semanas fizeram o governo Meloni enviar 500 militares do Exército para apoiar as forças de segurança de Milão e aprovar um decreto que autoriza a prisão preventiva de adolescentes tidos como ameaças à ordem pública antes mesmo de manifestações.

Além disso, a medida tipifica o crime de participação violenta em protestos, com penas de até cinco anos de prisão, e obriga os pais a pagarem pelos danos causados por filhos envolvidos em atos de vandalismo.

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Manifestação contra aumento do custo de vida e dos gastos militares em Milão

Paralelamente, o governo italiano apresentou um pacote de 175 milhões de euros (R$ 1 bilhão) para auxiliar caminhoneiros, agricultores e pescadores contra a alta do diesel e elaborou uma Lei Orçamentária para 2027 que prevê um bônus anual de 2,5 mil euros (R$ 15 mil) para trabalhadores com menos de 30 anos.

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