O negociador iraniano Mohammad Bagher Ghalibaf afirmou nesta quinta-feira (18) que os navios que passarem pelo Estreito de Ormuz pagarão uma taxa de serviço, proposta que os Estados Unidos rejeitaram durante as conversas.
De acordo com a Al Jazeera, a disputa é uma das várias questões pendentes que os negociadores ainda precisam resolver.
Paralelamente, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, declarou que o país permitiu a passagem de 12 navios iranianos desde a assinatura do acordo com Teerã e acrescentou que o estreito "está aberto".
O americano também afirmou, durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, que 12,5 milhões de barris de petróleo passaram pelo Estreito de Ormuz na última quarta-feira (17).
O site de monitoramento HormuzStraitMonitor indicou que pelo menos 24 embarcações transitaram pelo local após a assinatura do acordo entre Washington e Teerã. Já a Windward AI Intelligence informou que 26 navios atravessaram o estreito. O tráfego rastreado por meio do Sistema de Identificação Automática foi dominado por navios mercantes e petroleiros com bandeiras iraniana, comorense e panamenha.
Segundo a plataforma de rastreamento MarineTraffic, entre as embarcações que atravessaram o Estreito de Ormuz na quinta-feira estava o navio metaneiro francês Mraikh, que deixou o Golfo Pérsico pelo estreito, tornando-se a primeira embarcação desse tipo a realizar a travessia desde o início do conflito com o Irã.
O navio, pertencente a uma subsidiária da empresa norueguesa Knutsen OAS Shipping e sediada em Nantes, transportava 76.535 toneladas de GNL carregadas em Ras Laffan, no Catar, com destino ao Porto Qasim, no Paquistão. .