"O momento em que a Rússia terá que prestar contas por sua agressão está próximo", celebrou em um comunicado o secretário-geral da organização europeia com sede em Estrasburgo, Alain Berset.
O Comitê de Ministros do Conselho da Europa, que reúne representantes das Relações Exteriores dos Estados membros, aprovou nesta sexta-feira, em uma reunião em Chisinau (Moldávia), uma resolução que estabelece as bases do "comitê de direção" do futuro tribunal.
A iniciativa foi anunciada no ano passado pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que assinou um acordo sobre a questão com o Conselho da Europa, uma organização de 46 membros, entre eles a Ucrânia, que monitora os direitos humanos no continente.
O futuro órgão judicial permitirá contornar a impossibilidade de julgar o "crime de agressão" no Tribunal Penal Internacional (TPI), que Moscou não reconhece.
A Rússia - excluída do Conselho da Europa em 2022, após o início da invasão da Ucrânia - já afirmou que considerará "nulas e sem efeito" as decisões do futuro tribunal.
Doze países do Conselho da Europa não aderiram, até o momento, à iniciativa, entre eles, quatro membros da União Europeia (Hungria, Eslováquia, Bulgária e Malta), quatro países dos Bálcãs (Sérvia, Bósnia e Herzegovina, Macedônia do Norte e Albânia), três do Cáucaso (Armênia, Azerbaijão e Geórgia), além da Turquia.
Com AFP