O CDC confirmou duas mortes por sarampo nos EUA em 2026, em meio a um surto com mais de 3.600 infecções registradas. A contagem oficial tem gerado divergências e disputas políticas, já que a Pensilvânia relata quatro óbitos não computados no total nacional. A discrepância decorre da nova metodologia federal, que passou a usar dados estatísticos em vez de relatórios estaduais, motivando críticas e a busca por uma padronização no registro das fatalidades causadas pela doença.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA confirmou nesta terça-feira que houve duas mortes relacionadas ao sarampo no país este ano, um aumento em relação à única morte registrada na semana passada.
A confirmação, divulgada no site da agência, ocorre em um momento em que os casos de sarampo continuam a aumentar em todo o território dos Estados Unidos, com 3.659 infecções registradas até 24 de setembro.
O CDC, no entanto, não especificou em quais Estados as mortes ocorreram.
A Pensilvânia, o Estado mais afetado pelo surto, registrou quatro mortes relacionadas ao sarampo este ano, mas o CDC não as havia incluído em seu total nacional.
O CDC passou a utilizar dados de mortalidade do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde (NCHS) para sua contagem nacional de mortes por sarampo, deixando de depender dos departamentos estaduais de saúde — uma mudança que tem sido alvo de críticas.
As mortes também se tornaram o foco de uma disputa entre o governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, e o secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., que afirmou que apenas uma das mortes foi causada pelo sarampo.
O CDC incluiu a morte da semana passada somente depois que o NCHS verificou que o sarampo foi a causa subjacente.
A agência federal informou que está trabalhando com epidemiologistas estaduais em uma definição padronizada para mortes relacionadas ao sarampo, a fim de garantir a consistência dos relatórios entre as jurisdições, acrescentando que o número de mortes está sujeito a alterações à medida que informações adicionais forem disponibilizadas e as análises forem concluídas.
O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, que supervisiona o CDC, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters para obter detalhes sobre a morte adicional.