Oito marinheiros que faziam parte da tripulação do porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln tentaram tirar a própria vida durante missão em apoio à guerra contra o Irã, segundo a Marinha dos Estados Unidos.
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Um dos marinheiros da ala aérea do Lincoln “caiu no mar a partir do navio” no início de agosto e foi resgatado por um dos helicópteros de salvamento do porta-aviões, informou o secretário interino da Marinha, Hung Cao. Um segundo marinheiro tentou se jogar ao mar em março, mas foi impedido por colegas.
Outros seis foram impedidos de pular, segundo os jornais Navy Times e Stars and Stripes.
As notícias mais recentes sobre o Lincoln e os demais navios que compõem o grupo de ataque foram divulgadas à senadora Kirsten Gillibrand, do Partido Democrata, que pressionou a Marinha por informações sobre os militares.
Gillibrand criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Pentágono nesta quarta-feira por minimizarem a pressão sobre a tripulação. Em comunicado, a senadora destacou a resposta da Marinha, segundo a qual as condições enfrentadas pelos marinheiros a bordo eram “graves e estavam se deteriorando”.
O Lincoln estabeleceu um recorde da Marinha após permanecer 300 dias no mar sem fazer uma escala em um porto. Após uma parada de uma semana na Tailândia no início deste mês, o navio, baseado em San Diego, chegou a Guam no sábado. A tripulação possui cerca de 5 mil marinheiros.
No mês passado, Trump afirmou não ter preocupações quanto às condições difíceis relatadas a bordo do porta-aviões. Ao ser questionado se estava preocupado com a saúde mental da tripulação e se considerava que a missão já havia durado tempo demais, o presidente respondeu:
“Não. Não. Não. Nem de longe tempo suficiente”.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, também minimizou as questões relatadas a bordo e afirmou que a situação havia sido “deturpada”.
De acordo com Gillibrand, Trump e Hegseth haviam descartado as preocupações dos marinheiros com “evidente desrespeito”.