Emissoras abandonam cobertura de Trump após CNN ser barrada da Casa Branca

Trump disse que veto foi anunciado para combater 'fake news'

21 set 2026 - 11h50
(atualizado às 12h45)
Resumo
Emissoras de TV dos EUA suspenderam a cobertura de Donald Trump após a CNN ter o acesso barrado na Casa Branca. Em resposta à revogação de credenciais, CNN, MSNBC e Politico entraram com ação conjunta na Justiça alegando violação da Primeira Emenda. Trump rebateu afirmando que a restrição visa combater "fake news", e não atacar a imprensa livre. O caso repercutiu internacionalmente, levando o governo russo a declarar que não restringe o acesso de jornalistas ao Kremlin.
Presidente dos EUA vetou acesso de três veículos de comunicação à Casa Branca
Presidente dos EUA vetou acesso de três veículos de comunicação à Casa Branca
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O grupo de emissoras de televisão que se reveza na cobertura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca decidiu nesta segunda-feira (21) deixar de acompanhar os eventos do mandatário após a proibição de acesso imposta à CNN.

Em resposta à medida, as outras quatro emissoras decidiram interromper a participação na cobertura de Trump por meio do sistema de revezamento.

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A iniciativa ocorre pouco depois de CNN, MSNBC e Politico anunciarem que vão entrar com uma ação judicial conjunta para manter o direito de acessar as dependências da Casa Branca, em resposta a uma medida de Trump, que revogou as credenciais dos jornalistas das publicações.

Os veículos de comunicação americanos acionaram a Justiça baseada na Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos para tentar recuperar as credenciais.

O pedido de medida de urgência deverá ser analisado por um juiz federal do Tribunal Distrital de Washington e pode resultar em audiências ainda nesta semana.

"Esta manhã, informamos ao governo que entraríamos com uma ação para proteger nossos direitos garantidos pela Primeira Emenda e defender o princípio de que o governo não decide o que a imprensa noticia ou publica", declararam os três veículos.

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Após a iniciativa judicial, Trump afirmou em sua plataforma Truth Social que a Casa Branca não está promovendo uma ofensiva contra a imprensa.

"A Casa Branca não está lançando um ataque contra a imprensa livre ? um valor que prezo muito. Em vez disso, está atacando as 'fake news', um fenômeno que se espalhou como um câncer", escreveu o presidente.

De acordo com Trump, esse fenômeno constitui "uma ameaça à nossa segurança nacional" e "precisa ser interrompido".

A polêmica também foi comentada em Moscou. Dmitry Peskov, porta-voz do presidente russo Vladimir Putin, afirmou que jornalistas não são impedidos de acessar o Kremlin.

"Nós cooperamos com a mídia", disse Peskov, segundo a agência Tass, ao responder a uma pergunta sobre a exclusão da CNN e de jornalistas de outros veículos da Casa Branca. "Trabalhamos com todos os repórteres; é assim que operamos aqui", concluiu.

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