O ativista brasileiro Thiago Ávila, libertado por Israel após passar vários dias preso no país, retornou ao Distrito Federal e foi recepcionado por familiares, amigos e apoiadores no Aeroporto Internacional de Brasília.
Ávila e o hispano-palestino Saif Abukeshek foram detidos em 29 de abril pelas autoridades israelenses em águas internacionais próximas à costa da Grécia, durante uma operação contra a Flotilha Global Sumud, que tinha a Faixa de Gaza como destino final.
Logo após desembarcar no Brasil, Ávila afirmou que os ativistas da flotilha humanitária foram interceptados "ilegalmente" pelos militares de Tel Aviv. Segundo ele, mais de 30 integrantes do grupo precisaram de atendimento hospitalar após agressões sofridas durante a abordagem.
"Todo santo dia a gente ouviu pessoas ao nosso lado sendo torturadas. Eles tratavam cada palestino dentro daquelas celas como se não fossem humanos. Toda vez que perguntam se a gente vai de novo, é óbvio que sim, porque a tarefa está incompleta", declarou o ativista, que também agradeceu ao serviço diplomático brasileiro.
As autoridades israelenses anunciaram a expulsão de Ávila e Abukeshek, classificando-os como "dois provocadores profissionais". O governo acrescentou que "não permitirá nenhuma violação do legítimo bloqueio naval a Gaza".
Paralelamente, a flotilha prepara uma nova missão para tentar romper o bloqueio israelense. A maioria dos integrantes do grupo chegou recentemente ao porto turco de Marmaris, etapa considerada necessária por razões técnicas e logísticas, além de prestar assistência aos ativistas envolvidos na interceptação israelense perto da ilha de Creta. .