Presidente do PT diz confiar na inocência de Jaques Wagner e apoiar 'todas as apurações' do Master

Líder do governo no Senado é alvo de busca e apreensão em operação que investiga as fraudes relacionadas ao banco

18 jun 2026 - 10h22
(atualizado às 10h31)
PF faz buscas contra Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, em caso Banco Master
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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, se manifestou em defesa do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), alvo de busca e apreensão na nona fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira, 18. A investigação apura fraudes envolvendo o Banco Master e o PT da Bahia, com suposta participação do parlamentar no esquema.

Edinho disse confiar que o senador vai comprovar sua inocência e afirmou que o partido apoia as investigações do Caso Master.

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O presidente do PT, Edinho Silva, ao lado do senador Jaques Wagner
O presidente do PT, Edinho Silva, ao lado do senador Jaques Wagner
Foto: Reprodução/X/@edinhosilva

"O senador Jaques Wagner é depositário de toda a nossa confiança. Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master, a sociedade tem o direito de saber a verdade. Os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados. Nesse processo de investigação e apuração, temos confiança que o Jaques Wagner esclarecerá todos os fatos, comprovando a sua inocência", afirmou em nota.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também disse acreditar que Wagner vai conseguir "se explicar e se defender" acerca da operação. "Eu estou muito tranquilo com isso e acho que o senador Jaques Wagner vai prestar os esclarecimentos devidos à Justiça", disse ao portal Metrópoles.

A PF suspeita que Jaques Wagner tenha recebido um imóvel de R$ 2,5 milhões e pagamentos de propina por meio de uma empresa ligada a um de seus familiares. Segundo os investigadores, a estrutura era usada para ocultar vantagens indevidas supostamente pagas no contexto das fraudes investigadas na Compliance Zero.

Essa é a primeira fase da operação que mira políticos aliados do presidente Lula. Em fases anteriores, a PF já teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que foi ministro da Casa Civil do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Ao todo, são cumpridos na nona fase da Compliance Zero 18 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A decisão também determina medidas cautelares, entre elas a proibição de contato entre os investigados, a suspensão de passaportes e o uso de monitoração eletrônica.

Além de Jaques Wagner, os investigadores cumprem buscas em empresas e residências de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, na Bahia, São Paulo e Brasília. Lima foi o responsável por implementar no governo da Bahia, quando Wagner era governador (2007-2014), um sistema de crédito consignado para servidores públicos que posteriormente foi levado para o Banco Master. O Credcesta constituía o principal ativo financeiro do banco.

A defesa do empresário informou que "as diligências realizadas pela Polícia Federal eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração." Jaques Wagner ainda não se manifestou.

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