Nos últimos dois anos, quase todos os dias, o Japão tem sido notícia devido ao grande número de turistas e aos problemas que essa superlotação está causando no país. E não é um caso isolado. Itália, Coreia do Sul, Nepal, Havaí e Holanda também sofrem com os efeitos do turismo excessivo, assim como a Espanha, onde já foram organizadas diversas manifestações devido à pressão que os aluguéis de temporada exercem sobre o mercado imobiliário.
Nem todos enfrentam esse problema.
No Peru, aliás, a preocupação é justamente a oposta: os turistas que não estão chegando.
"Sinais de alerta"
Já mencionamos isso antes. Acostumados a notícias sobre países saturados de turismo ou até mesmo buscando maneiras de afastar visitantes, é surpreendente ler sobre casos como o do Peru. Lá, a Apotur, Associação de Operadoras de Turismo Receptivo e Doméstico, acaba de divulgar um comunicado que contradiz, em certa medida, o discurso otimista do governo.
A associação publicou recentemente um estudo com diversos "sinais de alerta". Mais especificamente, dois. A primeira constatação é que, apesar da recuperação gradual do número de visitantes, o turismo peruano ainda não retornou aos níveis pré-pandemia. A segunda é que os viajantes estrangeiros parecem cada vez menos interessados em passar as férias no país andino, o que beneficia outros destinos.
"Perda de competitividade"
O estudo da Apotur não deixa margem para interpretações. Após analisar buscas feitas por milhões de pessoas de diversos países, incluindo ...
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