Com CNH do Brasil, Detran-SP libera exame prático sem autoescola

Nova regra vale a partir de 1º de maio e segue diretrizes da Secretaria Nacional de Trânsito para todo o País; veja como agendar

2 mai 2026 - 13h35

A partir do dia 1º de maio, qualquer cidadão que tenha cumprido os pré-requisitos poderá agendar o exame prático para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), inclusive com veículo próprio e sem a intermediação de autoescola. O movimento reflete o processo de desburocratização da habilitação para dirigir, com a CNH do Brasil.

Prova prática para a CNH pode ser agendada em São Paulo sem intermediação de autoescola. Foto: Reprodução/N1N.
Prova prática para a CNH pode ser agendada em São Paulo sem intermediação de autoescola. Foto: Reprodução/N1N.
Foto: Reprodução/N1N / Estadão

A mudança acontece após pressão da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), vinculada ao Ministério dos Transportes. Segundo a fiscalização da Senatran, órgãos como o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) não estavam permitindo que o agendamento fosse feito sem a intermediação de uma autoescola.

Outra novidade inclui a possibilidade de reteste gratuito até o fim de maio caso a pessoa seja reprovada, medida que não estava disponível no Estado de São Paulo. A segunda tentativa sem custo é válida tanto para a prova prática quanto para a teórica.

Apesar da pressão do governo federal, o Detran-SP afirma estar dentro do prazo de 180 dias estabelecido para que todas as novas regras estivessem plenamente operacionais.

O que muda com a CNH do Brasil

O agendamento direto pelo cidadão faz parte de uma série de mudanças implementadas em dezembro de 2025, com o objetivo de simplificar e baratear o processo de habilitação. Entre as alterações, destacam-se o fim da obrigatoriedade de frequentar uma autoescola, a redução na carga horária de aulas obrigatórias, o fim do curso teórico pago e novas modalidades de realização das provas.

Desde que as mudanças foram anunciadas, no entanto, Detrans de vários estados relataram dificuldades técnicas para implementar as regras — muitas delas relacionadas a sistemas internos que ainda não suportam as novas configurações.

Um dos pilares da reforma é a redução do custo da CNH. Um estudo do Centro de Liderança Pública (CLP) aponta que tirar a habilitação custava, em média, R$ 3,2 mil no País, podendo chegar a R$ 5 mil em alguns estados. Cerca de 70% desse valor estava associado às exigências das autoescolas.

Com as novas regras, o governo estima que o custo possa cair até 80%, fazendo com que a primeira habilitação passe a custar a partir de R$ 700, o que amplia significativamente o acesso da população ao documento.

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