Apontada como uma das seleções que podem ter um lugar de destaque na Copa do Mundo 2026, a Bélgica sabe que ficou devendo na estreia, ao só empatar com o Egito. Por isso, os comandado de Rudi Garcia entram em campo, neste domingo, às 16h (de Brasília), pressionados diante de um Irã, que se mostrou resiliente frente à Nova Zelândia, quando teve forças para obter duas vezes a igualdade no placar,
Belgas, iranianos, egípcios e neozelandeses somam um ponto cada e sabem que um resultado nesta segunda rodada do Grupo G é essencial na briga pelas vagas na segunda fase do Mundial. Uma derrota pode levar a uma eliminação precoce na Copa.
Rudi Garcia não deve utilizar o atacante grandalhão Romelu Lukaku desde o início da partida, apesar de sua boa atuação e do gol marcado, que mudaram o panorama do jogo com o Egito.
O treinador francês conta mais uma vez com a experiência de Courtois, De Bruyne e Trossard. Desta forma, a alteração principal na equipe será na atitude para conseguir o domínio do jogo logo no início e impor um ritmo forte a ponto de pressionar a seleção iraniana em seu campo.
Pesa para a equipe belga a ausência de Jeremy Doku no duelo contra o Irã. O atacante está fora da partida devido a uma infecção respiratória que já o vinha incomodando nos últimos dias. Além disso, a imprensa belga aponta a possibilidade de o jogador deixar a seleção durante a Copa para acompanhar o nascimento do primeiro filho, previsto para o início de julho, período em que a Bélgica pode estar na fase de mata-mata do torneio.
CLIMA MAIS MORNO
Apesar da assinatura do acordo entre Estados Unidos e o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio, ainda são esperadas mais manifestações em Inglewood, Los Angeles, assim como ocorreu no jogo com a Nova Zelândia.
Los Angeles é a cidade com maior população iraniana fora do Irã, estimada em 700 mil pessoas, e muitos dos que compõem a diáspora se opõem ao regime. Há grupos que também são contrários aos movimentos de Donald Trump.
Dentro de campo, Amir Ghalenoei ficou satisfeito com o desempenho do time na estreia, a ponto de repetir a escalação contra a Bélgica. O técnico acredita que o estilo de jogo belga pode favorecer o Irã, que sabe se proteger quando atacado e tem jogadores com características para realizar rápidos contra-ataques. Esta tática não pôde ser utilizada frente aos neozelandeses, donos de um jogo mais cadenciado e sem muita agressividade.
Ghalenoei espera que o experiente Taremi, de 33 anos, autor de 59 gols em 105 jogos pela seleção, faça a diferença no ataque. Em 2022 ele marcou os dois gols iranianos na derrota por 6 a 2 para a Inglaterra.
BÉLGICA X IRÃ
- BÉLGICA: Courtois; Meunier, Ngoy, Mechele e Castagne; Onana, Tielemans, Fernández-Pardo e De Bruyne; Trossard e De Ketelaere. Técnico: Rudi Garcia.
- IRÃ: Beiranvand; Rezaeian, Nemati, Khalilzadeh e Mohammadi; Mohebi, Ezatolahi, Ghoddos e Yousefi; Moghanloo e Taremi. Técnico: Amir Ghalenoei.
- ÁRBITRO: Dario Herrera (ARG).
- HORÁRIO: 16 horas (de Brasília).
- LOCAL: SoFi Stadium, em Inglewood, Los Angeles (EUA).
- ONDE ASSISTIR: CazéTV