Bélgica enfrenta a resiliência do Irã pressionada para assumir protagonismo na Copa

Pressionada após empate na estreia, seleção belga enfrenta iranianos em duelo decisivo por vaga nos 16 avos de final do torneio

21 jun 2026 - 05h43

Apontada como uma das seleções que podem ter um lugar de destaque na Copa do Mundo 2026, a Bélgica sabe que ficou devendo na estreia, ao só empatar com o Egito. Por isso, os comandado de Rudi Garcia entram em campo, neste domingo, às 16h (de Brasília), pressionados diante de um Irã, que se mostrou resiliente frente à Nova Zelândia, quando teve forças para obter duas vezes a igualdade no placar,

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Belgas, iranianos, egípcios e neozelandeses somam um ponto cada e sabem que um resultado nesta segunda rodada do Grupo G é essencial na briga pelas vagas na segunda fase do Mundial. Uma derrota pode levar a uma eliminação precoce na Copa.

Rudi Garcia não deve utilizar o atacante grandalhão Romelu Lukaku desde o início da partida, apesar de sua boa atuação e do gol marcado, que mudaram o panorama do jogo com o Egito.

O treinador francês conta mais uma vez com a experiência de Courtois, De Bruyne e Trossard. Desta forma, a alteração principal na equipe será na atitude para conseguir o domínio do jogo logo no início e impor um ritmo forte a ponto de pressionar a seleção iraniana em seu campo.

Pesa para a equipe belga a ausência de Jeremy Doku no duelo contra o Irã. O atacante está fora da partida devido a uma infecção respiratória que já o vinha incomodando nos últimos dias. Além disso, a imprensa belga aponta a possibilidade de o jogador deixar a seleção durante a Copa para acompanhar o nascimento do primeiro filho, previsto para o início de julho, período em que a Bélgica pode estar na fase de mata-mata do torneio.

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CLIMA MAIS MORNO

Apesar da assinatura do acordo entre Estados Unidos e o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio, ainda são esperadas mais manifestações em Inglewood, Los Angeles, assim como ocorreu no jogo com a Nova Zelândia.

Los Angeles é a cidade com maior população iraniana fora do Irã, estimada em 700 mil pessoas, e muitos dos que compõem a diáspora se opõem ao regime. Há grupos que também são contrários aos movimentos de Donald Trump.

Dentro de campo, Amir Ghalenoei ficou satisfeito com o desempenho do time na estreia, a ponto de repetir a escalação contra a Bélgica. O técnico acredita que o estilo de jogo belga pode favorecer o Irã, que sabe se proteger quando atacado e tem jogadores com características para realizar rápidos contra-ataques. Esta tática não pôde ser utilizada frente aos neozelandeses, donos de um jogo mais cadenciado e sem muita agressividade.

Ghalenoei espera que o experiente Taremi, de 33 anos, autor de 59 gols em 105 jogos pela seleção, faça a diferença no ataque. Em 2022 ele marcou os dois gols iranianos na derrota por 6 a 2 para a Inglaterra.

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BÉLGICA X IRÃ

  • BÉLGICA: Courtois; Meunier, Ngoy, Mechele e Castagne; Onana, Tielemans, Fernández-Pardo e De Bruyne; Trossard e De Ketelaere. Técnico: Rudi Garcia.
  • IRÃ: Beiranvand; Rezaeian, Nemati, Khalilzadeh e Mohammadi; Mohebi, Ezatolahi, Ghoddos e Yousefi; Moghanloo e Taremi. Técnico: Amir Ghalenoei.
  • ÁRBITRO: Dario Herrera (ARG).
  • HORÁRIO: 16 horas (de Brasília).
  • LOCAL: SoFi Stadium, em Inglewood, Los Angeles (EUA).
  • ONDE ASSISTIR: CazéTV
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